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SHOTDOWN anuncia nova formação

Neste fim de semana a banda Mirasolense SHOTDOWN anunciou em sua página do Facebook a entrada de dois novos integrantes. São eles Giovanni Buzo (baterista) e Igor Galves Miojo (baixista). A substituição dos integrantes ocorreu devido a divergências internas afirma o novo baterista Giovanni.

Vencedores do concurso Planeta Rock (edição realizada em agosto de 2013 em S. J do Rio Preto) a Shotdown obteve o primeiro lugar dentre outras 250 inscritas. A banda atualmente colhe louros com as musicas próprias e apresenta um hard bem produzido, inteligente e cativante.

Presença confirmada no Grito do Rock Mirassol (23/03) e brevemente no Barretos Motor Cycles em maio. Prestigie esta notável banda formada por músicos jovens e irreverentes do interior de São Paulo.

 Imagem A nova formação conta com: Giovanni Buzo, Danilo Origa, Igor Galves Miojo e Alexx Blacksteel

ImagemFormação anterior: Danilo Origa,  Vic Bolzan, Alexx Blacksteel e Lucas Poi.

Assistam ao clipe:

Dirigido por: Kelvin Ambrosio / Produções: LAPUG video

Maiores informações:

http://www.facebook.com/ShotdownBR

Contact/Contato: (17) 99108-5969 or shotdownbr@gmail.com


Harleyros do Blues

Criadas por dois jovens: Arthur Davidson e William S. Harley em 1903, (uma das marcas mais cobiçadas pelos amantes de motocicletas), as centenárias Harley-Davidson nasceram da ideia de se instalar um motor num quadro de bicicleta. Desde então ganhou adeptos apaixonados pelo mundo todo.

Neste cenário Harleyro temos a Blues Custom: uma banda de Blues de Rio Preto que possui integrantes motociclistas amantes do estilo Harley de ser. A banda tem 6 anos de estrada e milhares de Km rodados.

Confira a seguir uma aventura musical com o ronco inconfundível das motocicletas HD e o melhor do Blues em uma entrevista exclusiva:

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Integrantes:  Maurício Scaglioni (batera), Marquinho Munhoz (guitarra e gaita), Digão Perussi (baixo) e Roger (vocal e guitarra)

A banda tem quanto tempo de estrada?

A Blues Custom foi formada em 2008 em São José do Rio Preto, e desde então estamos rodando. Somos em quatro inegrantes: Roger (vocal/guita), Marquinhos (Guita/gaita), Maurício (batera) e Digão (baixo).

Qual é o balanço que vocês fazem desse tempo todo?

Está sendo muito bom! Percebemos uma forte evolução musical do grupo neste período. Somos uma banda democrática: sempre conversamos, expomos nossas opiniões, arranjos e composições em grupo, sempre dispostos a ouvir opiniões diversas em nome de um resultado musical que descende de todos integrantes. Passamos por vários obstáculos e continuamos de pé, em frente. O espírito da Blues Custom é este: continuar, mesmo vivendo uma realidade onde o Blues e Rock and Roll têm pouco espaço em nossa cultura. O público nos recebe sempre bem, seja na Capital ou no interior, pela diversidade de influências do nosso som, que vai do Heavy Metal à MPB, passando pelo Punk Rock e Rithm and Blues, são as influências que cada integrante traz à Blues Custom.

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Vocês já rodaram quantos km juntos mais ou menos?

Rs…  Não fizemos esta conta, mas temos certeza que de que nunca vai ser o suficiente… temos a Blues Custom, as motos e uma grande amizade. Estamos sempre rodando de um jeito ou de outro.

Como foi tocar no MOTOROLETE do ano passado? Comente sobre a energia do publico e sobre a sensação de tocar no meio motociclista.

Foi muito legal! Nosso som tem tudo a ver com a estrada, motociclismo viagens e aventura. Nesse evento encontramos tudo isso a vibração, a energia das pessoas cantando e dançando com a gente. Nos sentimos honrados de poder fazer parte desta grande confraternização que é o Motorolete. O que pouca gente soube é a aventura pouco antes do show… rs… na noite anterior ao show, nosso baixista, o Digão, estava voltando do Paraná de carro e por volta de 1 hora da manha sofreu um acidente, nada grave mas o carro ficou totalmente destruído e em um local sem movimento e sem sinal de celular. Só conseguiu ajuda pra sair de lá as 7 horas da manhã e so conseguiu chegar em Rio Preto as 13horas. chegou subiu no palco e tocou no Motorolete.

ImagemA banda durante a apresentação no evento Motorolete 2013, realizado no clube de campo do Automóvel Clube em junho de 2013

Como é o repertório de vocês? Possuem músicas próprias?

Nosso foco é a composição. A Blues Custom é uma banda autoral e tem uma série de composições gravadas e em produção, além de executar músicas consagradas de grandes compositores, desenvolvemos arranjos de cada música, buscando nossa identidade musical e procurar divulgar ao público músicas que não estão no mainstream, mas que são memoráveis.

Qual é o conceito por trás das letras?

Acreditamos que não temos um conceito pré-estabelecido para nossas letras. No entanto gostamos muito de viagens, de motos, carros vintage, motores, estrada. Um cenário típico do mundo do Blues nos atrai também: “Whiskey and women”, que é o nome de uma música do John Lee Hooker, sintetiza o universo em três coisas fundamentais: o bar, as mulheres a estrada. Também escrevemos nossas letras inseridos numa realidade brasileira, que é um pouco diversa da norteamericana.

Quais motos vocês têm? Nome, marca e cilindrada. Vocês apelidaram suas motocicletas com nomes próprio? Porque escolheram esses nomes?

Rodamos com uma Road King, uma Heritage e uma Blackline, da Harley-Davidson e as três tem motores com 1584cc. Também em quatro rodas um Ford Galaxie 500, V8 ano 1973 leva a banda inteira e os instrumentos. É a nossa pedida quando está chovendo. Ou apelidos carinhosos. A Heritage ganhou o apelido de “Melissa” em homenagem à música do Gregg Allman do Allman Brothers, de 1968. A Blackline recebeu o nome de Karen, em homenagem póstuma à vocalista e baterista Karen Carpenter, que com sua bela voz encantou o mundo nos anos 1970.

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O blues é a única estrada seguida por vocês? Ou também tocam outros estilos?

Acreditamos não existir uma linha muito precisa separando o Blues do Rock And Roll e o Jazz. Assim como o Samba, o Blues é descendente das culturas musicais ancestrais africanas e se desenvolveu ao longo do tempo em vários lugares do mundo. Do Samba descendeu a MPB, do Blues e Jazz, o Rock And Roll. Todos têm a fantástica contribuição da cultura afro que transformou a música tonal tradicional em algo rítmico, pulsante, que contagiou o século 20 e mudou a direção da música mundial de até então.

O que veio primeiro? A paixão pela música ou pelo motociclismo?

Acreditamos que foi a música, porque começamos a tocar e compor ainda garotos, conquistamos a guitarra antes da motocicleta!

Como surgiu essa paixão especifica pela HARLEY?

Nossa paixão é pelo motociclismo, pela música e por este estilo de vida. Em especial as motos Custom nos atraem independente da marca, pela própria história da Harley-Davidson, pelas concepções da máquina, do motor, pela idéia da busca da liberdade e do prazer que só uma motocicleta proporciona.

ImagemEntre amigos em visita a concessionária Harley-Davidson® em Ribeirão Preto

Nietzsche tem uma frase que diz “Sem a música a vida seria um erro”. Vocês conseguem relacionar essa frase também ao motociclismo? No caso de vocês o motociclismo e a música andam juntos. Fale sobre isso.

Sem dúvida o filósofo é coberto de razão na sua afirmação. Porém nós, enquanto músicos, seríamos altamente suspeitos para afirmar! E enquanto motoqueiros, podemos dizer que seria um erro viver sem experimentar a vida em duas rodas. Tanto o motociclismo como a música é para nós fonte de lazer e de trabalho, talvez seja esta a mistura “mágica” da vida.


Coquetel de lançamento do livro de Wilson Gasino – Editor-chefe do BOM DIA

Quinta passada o editor-chefe do jornal BOM DIA Rio Preto, Wilson Gasino, autografou seu livro “O Reino Místico dos Pinheirais” na livraria Saraiva do Rio Preto Shopping. Em clima de cultura e interação social os presentes se deliciaram com um divino coquetel regado a finesse do salmão, além de uma sobremesa deliciosa composta por morangos e suspiros. Para completar a ocasião de lançamento cultural nada melhor que aquela música clássica (dos deuses) ao vivo. Presenças ilustres, autógrafos, salmão, saxofone, chique é pouco.

Livro “O Reino Místico dos Pinheirais” de Wilson Gasino adquira o seu em http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/4055813/o-reino-mistico-dos-pinheirais/?PAC_ID=122420

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Ana Cristina Jalles Guimarães e Jéssica Cegarra

Autógrafo

Wilson Gasino, Fátima Cruz e Jéssica Cegarra

Wilson Gasino e Daniela Ciencia


A influência das novas tecnologias no jornalismo

O desenvolvimento excepcional dos meios de comunicação e das novas tecnologias se tornou papel relevante na vida profissional de todos os jornalistas de todo o mundo.

Entende-se que “A Internet, enquanto nova esfera da opinião pública (à escala global), permite a democratização da difusão de comunicação.” (TRAVASSOS, 2008). Por meio da internet há a possibilidade da utilização instantânea de aparelhos como uso da câmera digital portátil, o celular e o netbook para a produção e veiculação de alguma noticia com sucesso para qualquer lugar existente.

A mobilidade da miniaturização da tecnologia, perante os celulares e afins, permitiu certamente a individualização dos processos de comunicação.  Esta desmedida revolução tecnológica que abrevia e multiplica o tempo dos repórteres em detrimento das noticias, facilita atividades que antes tomavam muito tempo. Da maneira rápida, atualmente se pode transmitir uma matéria fresquinha em mobilidade recorde, proporcionando assim maior acesso a noticia por parte do leitor internauta, no caso de mídias digitais.

O jornalista em eras digitais tornou-se o ser completo, aquele que enxerga a pauta, fotografa o ocorrido, pesquisa onde está, edita e publica a noticia num piscar de olhos; tudo isso em apenas um único profissional. O jornalista hoje, nada mais é que um repórter móvel, que tem capacidade de absorver e se auto aplicar vários fatores que antes (ou ainda) podem ser distribuídos por editores e pauteiros. Para Carrato:

“os novos tempos nos obrigam a contribuir para a formação do chamado jornalismo pleno. Vale dizer: o profissional capaz de trabalhar várias mídias e linguagens (CARRATO, 1998, p.26) apud (VICCHIATTI, 2005, p. 51)

 Com o surgimento das novas tecnologias, também ampliou-se a perspicácia da pesquisa e produção da informação; desse modo, sem sair da redação o repórter pode apurar, pesquisar e retirar informações para uma determinada matéria em especifico. O jornalista também pôde se transformar num profissional multitarefa, pois, as necessidades do mercado fizeram com que ele sofresse o impacto da nova rotina produtiva, e se aperfeiçoa-se nessa nova empreitada tecnológica, onde jornalismo, tecnologias móveis e mobilidade fazem uma combinação excelente.

Esta nova empreitada sofre de transformações contínuas, o jornalista neste tempo de tecnologias renovadoras deve sofrer uma permanente reciclagem, de maneira atualizadora do jornalismo profissional constante. Além do domínio das ferramentas tecnológicas, é indispensável que o bom jornalista tenha a capacidade de elaborar pensamentos de cunho críticos consistentes, este requisito fará a diferença entre o profissional de jornalismo de credibilidade e o ser comum especulador e distribuidor de informação.

 

“[…] todas estas inovações tecnológicas geram condições infinitamente superiores para a qualidade do trabalho do jornalista, mas, ao mesmo tempo, exigem, pelo dinamismo, velocidade e diversidade de sua evolução, uma permanente reciclagem atualizadora do jornalismo profissional, principalmente sob o ponto de vista estético e ético.” (VICCHIATTI, 2005, p. 98)

 

O surgimento das novas tecnologias fez com que as mídias tradicionais percebessem a importância do investimento relacionado à atualização das tecnologias existentes e usadas até então, para acompanhar plenamente a ritmo das transformações dos novos modelos comunicacionais.

Estas novas tecnologias que passaram a ser investidas no ramo jornalístico são capazes de proporcionar resultados e condições extraordinariamente melhores para a qualidade e potencial do trabalho jornalístico. Pois uma nova tecnologia sempre amplia o potencial do jornalismo, além de ser um ponto determinante na proximidade com o publico.

O desenvolvimento digital caminha a passos largos em direção a mídia. Suspeita-se de um possível receio do jornalismo impresso em relação a toda essa modernidade surgida em direção ao fortalecimento do jornalismo na internet. Entende-se que a morte do jornal impresso não estará por perto a menos que ele não domine a plataforma da nova mídia. Segundo Rosa, nos próximos anos é possível que ocorra alguma mudança no setor impresso do jornalismo, tais como a: “a reinvenção do impresso, dos títulos mais tradicionais aos mais recentes, incluindo os populares e as mudanças estratégicas para o meio digital frente aos desafios técnicos e editoriais” (ROSA, 2007)

Em relação a isto, Costa também nos dá sua colaboração mais que importante quando afirma sobre os receios dos meios de comunicação em relação a alguma novidade bombástica ocorrida nos setores midiáticos, com humor ele revela o que muitas vezes não conseguimos enxergar, ele afirma: “A internet iria matar a indústria do jornal e da revista. No entanto, o jornal não matou o livro, a televisão não matou o rádio, o DVD não matou o cinema.” (COSTA, 2006, p. 21)

A interatividade provinda das novas tecnologias:

Com o surgimento das novas tecnologias surgiu-se também o que chamamos de interatividade relacionada ao internauta. Esta interatividade proporciona uma maior participação do público, em termos de noticias, o internauta munido das ferramentas modernas e tecnológicas também pode fazer o papel do jornalista como difusor de conhecimento. O que fará a diferença entre a publicação do jornalista formado e o simples internauta caseiro é a qualidade, credibilidade, confiança e reputação do emissor e, por conseguinte, da matéria veiculada.

No caso do internauta caseiro, há a possibilidade de publicação de matérias para as audiências de nicho dos blogs individuais, ou até mesmo exposição local, regional, nacional e em alguns casos até mundial. Dessa forma, as novas tecnologias dificultaram a seriedade das noticias, pois dessa maneira, o publico já não é mais somente passivo, ele agora pode veicular as noticias que presencia. Para Costa “O público não precisa mais ser passivo. Deixou de ser mero espectador, de ser destinatário. Participa.” (COSTA, 2006, p. 29)

A interatividade e participação do internauta/leitor caracterizam características de como as novas tecnologias influenciam o modo de se fazer jornalismo hoje em dia. Agora mais do que nunca o jornalista tem a necessidade de proporcionar a segura credibilidade ao leitor.

O jornalista profissional para não ficar na mão em tempos modernos de novas tecnologias deverá utilizar com todos os métodos cabíveis e éticos para fazer funcionar o motor propulsor das informações jornalísticas, de maneira clara e objetiva, com excesso de fontes e alto grau de credibilidade entre o público.

 

BIBLIOGRAFIA:

COSTA, Caio Túlio. Por que a nova mídia é revolucionária. LÍBERO – Ano IX – nº 18 – Dez, 2006. Disponível em: http://revcom2.portcom.intercom.org.br/index.php/libero/article/viewDownloadInterstitial/4618/4344 Acesso em: 09/06/2011

MOREIRA, Oldemiro. Novas tecnologias, jornalismo e a mudança de paradigma. Disponível em http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=25066&idSeccao=527&Action=noticia Acesso em 09/06/2011

ROSA, Leonardo Siqueira da. HIPERTEXTO, Um novo cenário para a comunicação, 2007. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/um-novo-cenario-para-a-comunicacao Acesso em: 09/06/2011

TRAVASSOS, Érika. O jornalismo e as novas tecnologias. Revista eletrônica Temática. Disponível em: http://www.insite.pro.br/2008/24.pdf Acesso em 09/06/2011

VICCHIATTI, Carlos Alberto. Jornalismo: comunicação, literatura e compromisso social. São Paulo. Paulus. 2005.


Análise do capítulo A Jornada de um Serendipitoso do livro Fama e Anonimato de Gay Talese

Este trabalho busca analisar o capítulo A Jornada de um Serendipitoso do livro Fama e Anonimato (escrito no início dos anos 60 e lançado no Brasil em 1973) do jornalista norte-americano Gay Talese. Esta breve analise será composta a partir das observações da possível ocorrência de marcas de subjetividade do autor, contidas no texto. Também serão elucidadas as marcas de temporalidade dos relatos demonstradas por Talese, além de tomar como foco principal as características da literaturidade que o texto apresenta.

O livro Fama e Anonimato faz parte de uma nova faze do jornalismo mundial, denominada de “new jornalism”. Por meio desta nova concepção de jornalismo, Gay Talese consegue despertar interesse e conseguir capturar a atenção dos leitores logo nas primeiras linhas do texto. Trata-se de uma reportagem aludida pela literatura, no qual são retratadas características da literatura sobre fatos reais, de forma precisa, sem deixar o fato e a informação jornalística de lado. Como resultado temos a descrição e o foco em terceira pessoa, de modo a proporcionar uma leitura que desperta a atenção e que possuí a qualidade de prender o leitor, não só pelos dados curiosos, mas por todo contexto que apresenta. Conceitua-se que:

“os limites que separam o jornalismo da literatura estão sendo transpostos em busca de uma narrativa esteticamente mais competente. Essa transposição surge do fato de alguns jornalistas ao não se contentarem em seguir os esquematismos de fórmulas rígidas de construção de narrativa jornalística, procurarem lançar um olhar inquieto às determinações de regras fechadas e buscarem enunciações atrativas com competência técnico-artística.” (VICCHIATTI, 2005, p. 83)

Chamamos aqui de “literárias” estas enunciações atrativas com competência técnico-artística citadas por Vicchiatti. Este new jornalismo em questão modificou a linguagem jornalística, fazendo com que ela, de maneira excepcional se assemelhe a  literatura ficcional. Por conseguinte, Talese faz com que suas reportagens sejam lidas de modo semelhante a um conto, onde o leitor se sente inserido na história. Nesta nova linguagem new jornalística, autor passa então a “descrever a realidade tão detalhada e fielmente quanto possível, conferindo a tal descrição um tratamento até então destinado ao romance ou ao conto.” (VICCHIATTI, 2005, p. 86). Nas palavras do próprio autor:

“Tento absorver todo o cenário, o diálogo, a atmosfera, a tensão, o drama, o conflito e então escrevo tudo do ponto de vista de quem estou focalizando, revelando inclusive, sempre que possível, o que os indivíduos pensam no momento que descrevo”. (Talese em Novo Jornalismo, 2000) apud (ABREU, Allan. New Journalism: A Experiência literária no jornalismo. Disponível em: <http://criticaecompanhia.com/allan.htm> Acesso em: 01/06/2011)

Noblat no livro A arte de fazer um jornal diário dá um conselho ao leitor jornalista: “Escrevam uma notícia ou uma reportagem como se contassem uma história a um amigo.” (NOBLAT, 2008, p. 82). Talese como ótimo observador e ouvinte por excelência seguiu a risca este principio de forma a caracterizar com precisão como é efetuada a presença da participação ativa do narrador. Nas palavras de Talese percebe-se que o uso do ponto de vista, no qual se descreve a cena através de um determinado ângulo, é um dos principais fatores da modalidade do new jornalism utilizada por ele.

A Jornada de um Serendipitoso, como produto de jornalismo, caracteriza a matéria fria e não factual. Nela existe a “costura” do texto, cena a cena, no qual um assunto puxa o outro. Trata-se de uma obra que não se acaba após uma leitura de cada relato ou noticia, pode-se lê-la em qualquer momento, é atemporal. Escrita no inicio dos anos 60 permanece válida aos dias de hoje. No capítulo, há um trecho interessante, em que se refere a uma determinada noticia (que não vem ao caso especifica-la) relatada:

“Os jornais que noticiaram o sensacional caso tinham servido para embrulhar lixo fazia tempo, e estavam todos sepultados num aterro sanitário” (TALESE, 2004, p. 56) dessa maneira, Talese nos mostra como o jornalismo diário e factual é efêmero e tem validade. No caso de Talese, o novo jornalismo que ele prega é eterno, ele vira livro, obtém reconhecimento e é duradouro. Sobretudo, não embrulha o lixo no aterro sanitário, mas aquele que efervesce nas mentes de milhares de pessoas, todos os dias pelo mundo.

Talese é um profissional capaz de uma comunicação excessivamente competente. Ele emprega uma articulação narrativa complexa, utilizando de historias de vida, são os casos, que caracterizam as personagens que sofrem a ação da noticia. No capítulo, nota-se que um dos objetivos do autor foi o de retratar a vida subjetiva das personagens. Em relação a isso, Noblat também comparece com outro conselho: “Tudo que puder ser humanizado deverá sê-lo. Não esqueçam que a noticia é uma historia. E que agente gosta de ler histórias sobre gente.” (NOBLAT, 2008, p. 75) ele ainda complementa – “Ponham gente em suas matérias, Gente gosta de ler história de gente. Ponham odores, descrevam ambientes, apeguem-se a detalhes” (NOBLAT, 2008, p. 108). Talese, em concordância com Noblat, expõem, descreve e retrata no livro as observações minuciosas das situações vividas pelos diversos personagens abordados. “Em Nova Yorkvocê encontra todo tipo de gente.” (TALESE, 2004, p. 58) principalmente pessoas com hábitos diferentes.

Em complementação as histórias de vida das pessoas, Talese utiliza em demasia, a própria visão e ponto de vista e avaliação, adjetivos e descrição da personagem por meio de subjetividade. Observe nos trechos abaixo:

“O homem mais alto de Nova York, Edward Carmel, mede dois metros e meio, pesa 215 quilos, come feito um cavalo e mora no Bronx.” (TALESE, 2004, p. 74). Edward Carmel foi avaliado por Talese como o homem mais alto do mundo, em quesitos de avaliação subjetiva, não foi citado nenhuma espécie de feito comprobatório em relação à altura do homem, como exemplo “segundo o Guiness Book”. A altura e o peso retratam padrões de cunho estatístico e descritivo, no caso, peso e altura, não utilizados costumeiramente pelo jornalismo factual tradicional. Comer feito um cavalo transparece a visão individual do autor, alem de uma comparação, trata-se de um adjetivo, disfarçado de pseudo eufemismo, no caso para não chamá-lo de faminto, esfomeado ou então esganado, pois se sabe que “Um cavalo de 545 quilos come num só dia 6,8 quilos de feno e 4,1 quilos de grãos.” (Costumes e mitos. Disponível em: http://www.felipex.com.br/costumes_mitos06.htm> Acesso em: 01/06/2011)

Compreende-se que fica caracterizada a descrição subjetiva e a imensa quantidade de adjetivos do personagem por parte do autor. Alem de abordar o ser humano em diversos contextos, ele utiliza a descrição e o foco em terceira pessoa, para descrever os dados curiosos das personagens que sofrem a ação da noticia:

“Sr. Kyle (…) Ele é um homem baixo e troncudo que anda com os ombros inclinados para trás, tem o queixo protuberante e o rosto quase sempre franzido.” – “Seu estilo é direto; suas palavras, breves e objetivas.” (TALESE, 2004, p. 88)

“Nova York é uma cidade para excêntricos e uma central de pequenas curiosidades.” (TALESE, 2004, p.19)

“John Muhlhan cheira feno e cobra por hora de trabalho; ele é considerado um dos maiores conhecedores de feno para cavalos do país.” (TALESE, 2004, p. 97)

Entende-se que “noticia é todo fato relevante que desperte interesse público.” (NOBLAT, 2008, p. 31). Para Talese esse interesse publico vai muito além dos ideais factuais do dia a dia. Para ele há a intensa valorização da importância das histórias bizarras; por meio delas há o despertar da atenção em relação a leitura. Alem de apresentar marcas do autor, essas histórias prendem o leitor com informações e dados curiosos, algumas vezes trágicos também. “Raphael Torres, furioso porque um ônibus não parou para ele, entrou num Taxi, conseguiu alcançar o motorista do ônibus – e o esfaqueou.” (TALESE, 2004, p. 114). Para Noblat “a noticia esta no curioso, não no comum (…) no drama e na tragédia e não na comédia ou no divertimento.” (NOBLAT, 2008, p. 31). Talese aborda a tragédia e curioso de maneira excelente, de forma fora do comum.

As estatísticas são resultantes de investigações precisas e árduas buscas de dados, pois “Sem investigação não se faz jornalismo de qualidade.” (NOBLAT, 2008, p. 45. Talese investigador de carteirinha, utiliza das estatísticas como um dos principais chamarizes do curioso em seu texto. Basicamente em quase todas as historias elas estão presentes. As estatísticas fazem parte do perfil positivista que compõem um dos viés que proporcionam qualidade a narrativa ou reportagem; além de pressupor credibilidade jornalística. No new jornalism de Talese há o exagero detalhado de informações estatísticas, exemplo:

“Todo dia os nova-iorquinos enxugam 1,74 milhão de litros de cerveja, devoram 1,5 mil toneladas de carne e passam 34 quilômetros de fio dental entre os dentes. Todo dia morrem cerca de 250 pessoas em Nova York, nascem 460, e 150 mil andam pela cidade com olhos de vidro.” (TALESE, 2004, p. 20)

Além de contar histórias e descrever pessoas, a  presença de figuras de linguagem no capítulo analisado, é um dos componentes do new jornalism provindos da literatura. Temos a comparação dentre as mais usadas por Talese. A comparação acontece quando entre dois termos, existe a presença do conectivo como, observe:

“quando chove os edifícios da cidade de certa forma parecem mais limpos – banhados num tom opalino, como uma pintura de Monet.” (TALESE, 2004, p. 29)

“Vê passageiros de pé, pendurados nas alças como quartos de boi no açougue” (TALESE, 2004, p. 43)

Além das figuras de linguagem, o autor também utilizou das funções de linguagem, como por exemplo a função fática ou de contato. Talese retratou bem a utilização da função fática no dia a dia das personagens, e que por conseguinte, também se aplica ao cotidiano das pessoas existentes fora do livro. A função fática da linguagem é aquela em que a personagem emite/diz algo com o intuito de produzir um canal de conversa em prol da certificação do contato estabelecido, na qual possa ser prolongado posteriormente com outro assunto. Os vícios e manias mais comuns da população de função fática são em relação ao tempo. Talese já diz “grande cidade da Conversa Sobre o Clima.” (TALESE, 2004, p.53). O autor, ciente do fato, não perde tempo em fazer transparecer um ar demasiadamente cômico em relação ao tempo e a função fática quando afirma que:

“Aconteceu uma coisa inesperada às 14h49 do dia 12 de maio, uma quarta-feira, numa grande área de Manhattan: faltou luz e, em muitos bairros, a escuridão cobriu tudo, os religiosos pararam, a cerveja esquentou, a manteiga amoleceu e as pessoas ficaram conversando agradavelmente à luz de velas em salas sem televisão. Foi uma beleza. As pessoas tinham uma coisa diferente para comentar (…) Só os cegos continuaram sua rotina normalmente.” (TALESE, 2004, p. 53)

Talese alem de zombar comicamente da função fática, enfatiza como será divertido haver um canal e ponte de comunicação diferentes após o ocorrido. Desta vez (menos para os cegos) não será o tempo o canal, mas sim a falta de luz que amoleceu a manteiga e esquentou a cerveja da população.

Independente do estilo de jornalismo a ser seguido, a formação do jornalista é projetada a partir da percepção do papel singular de produtor de conhecimento e de cultura que ele representa. Pois o jornalista nasceu “Para informar as pessoas. Também para instuí-las e diverti-las.” (NOBLAT, 2008, p. 12). Nesse sentido, Talese também utiliza o new jornalism com o intuito da informação e instrução, por exemplo, quando cita o papel histórico formado pela ponte George Washington:

 “Pouca gente sabe que a ponte foi construída numa área onde os índios costumavam passar, onde se travavam batalhas e onde, durante os primeiros tempos da colônia, piratas foram enforcados às margens do rio, para servir de advertência a outros marujos imprudentes.” (TALESE, 2004, p. 33)

O bom jornalista “Ao contrario daqueles macaquinhos chineses, eles têm de ver, ouvir e contar – de preferência contar bem, em texto de qualidade.” (DANTAS, 2004, p. 10). É o que faz direitinho Talese, observador por excelência, faria milhares de porteiros nova yorkinos morrerem de inveja dos seus textos de qualidade provindos de observações minuciosas e precisas, e o melhor, mega profissionais. Talese afirma que “Em geral os porteiros […] constituem um grupo de obsequiosos e articulados diplomatas de calçada” (TALESE, 2004, p.27). E complementa:

O porteiro do Sardi’s ouve os comentários dos espectadores das estréias, que passam pelo bar depois do ultimo ato. Ele ouve de perto. Atentamente. Dez minutos depois de cair o pano, ele é capaz de dizer quais espetáculos serão um fracasso e quais serão um sucesso.” (TALESE, 2004, p. 20)

 

O jornalista, ciente do real papel singular de produtor de conhecimento que representa, tem a obrigação de divulgar a informação preciosa, aquela que o leitor não sabia ou não parou pra ver, além de fazê-lo pensar em coisas que não tinha pensado (ou não tinha pensado naqueles termos). Isto é jornalismo. E isto também é new jornalism. Para tal façanha, o new jornalism necessita de grande parcela de imaginação por parte do jornalista, pois “Imaginação é a palavra-chave. Sem ela, o jornalismo não enxerga além do fato.” (NOBLAT, 2008, p.78). É importante obter alta qualidade da “visão jornalistica”, aquela dotada de um olhar que foge aos lugares-comuns. Em suma “Tudo deve ser observado. E o relevante, publicado.” (NOBLAT, 2008, p. 70).

“Bem – aventurados serão aqueles que repensarem seu conteúdo para acompanhar as transformações do mundo onde operam a capturar novos leitores.” (NOBLAT, 2008, p. 26). Talese pode ser caracterizado como um bem aventurado neste sentido, pois é um dos pioneiros neste ramo de jornalismo literário. Além de capturar novos leitores para a modalidade jornalística diariamente, Talese utiliza de arte manhas literárias para uma construção da nova narrativa do jornalismo, podemos citar o fato de contar histórias, descrever pessoas, a atemporalidade, as figuras e funções da linguagem, a subjetividade, a adjetivação e o detalhamento da ambientação e de perspectiva (próximo ao conto) etc. Observa-se que o importante é sempre dar “ênfase na batalha por um jornalismo (…) mais preocupado em provocar perspectivas no leitor.” (PIZA, 2009, p. 09).

Sem sombra de dúvidas, o livro fama e anonimato “É literatura da melhor e reportagem da melhor.” (DANTAS, 2004, p. 13)

 

Referências bibliográficas:

DANTAS, Audálio. Repórteres. São Paulo. Senac. 2004.

NOBLAT, Ricardo. A arte de fazer um jornal diário. São Paulo. Editora Contexto. 2008.

PIZA, Daniel. Jornalismo cultural. São Paulo. 2009.

TALESE, Gay. Fama e anonimato. São Paulo. Cia das letras. 2004.

VICCHIATTI, Carlos Alberto. Jornalismo: comunicação, literatura e compromisso social. São Paulo. Paulus. 2005.

Documentos eletrônicos:

ABREU, Allan. New Journalism: A Experiência literária no jornalismo. Disponível em: <http://criticaecompanhia.com/allan.htm> Acesso em: 01/06/2011

Costumes e mitos. Disponível em: http://www.felipex.com.br/costumes_mitos06.htm> Acesso em: 01/06/2011


Comunicação verbal e não verbal e o impacto causado na comunicação interna.

A comunicação é composta de uma mensagem a ser transmitida do emissor para o receptor. A mensagem pode ser ou não verbal. O receptor interno deve compreender e executar a mensagem, de maneira não omissa e da melhor forma possível para que não haja falhas.

Temos como comunicação verbal o uso da linguagem escrita ou falada. A comunicação oral é um meio conveniente, eficaz, rápido e recíproco de transmitir informações aos trabalhadores. A conversa face a face transmite as emoções e nuances que acompanham as entonações verbais de uma conversa telefônica. As videoconferências e as reuniões virtuais funcionam bem como apoio para a realização de tarefas.

Do outro lado temos a comunicação não verbal. Ela caracterizada pelos gestos e expressões corporais e pelo gestual do transmissor durante a emissão de uma mensagem. A comunicação não verbal efetua-se através do contato físico, da entoação da voz e do gesto, sendo assim mais exata do que a comunicação oral. Ela se encontra presente em todas as comunicações efetuadas através de discurso e em algumas comunicações audiovisuais, acrescentando uma maior dimensão à comunicação.

Os meios de comunicação escrita são os principais instrumentos de comunicação interna, na grande parte das organizações. Isso se deve ao impacto que provocam e ao seu carácter de permanência e de valor.

O objetivo da comunicação interna é manter o público interno das empresas engajado e comprometido com os objetivos empresariais. As falhas de comunicação comprometem a qualidade de vida no ambiente de trabalho e são responsáveis pelo impacto e efeito da comunicação no ambiente interativo de trabalho.

 


Solucionando a crise (assessoria de imprensa)

Diante do momento de crise, existem algumas ações a serem tomadas. Primeiramente há a necessidade que haja uma nota a imprensa, ou, por conseguinte, a existência de uma coletiva de imprensa, abrangendo diversos meios de comunicação, a fim de realmente especificar realmente o ocorrido para todos os veículos, sem distinção.

A nota para a imprensa deverá conter o posicionamento da empresa sobre o assunto, incluindo as informações essenciais e principais como as causas e conseqüências do que ocorreu. Se o caso ainda não estiver solucionado por completo, será necessário outros posicionamentos ou releases, elaborados nos dias subseqüentes (disponibilizados com hora marcada no site da empresa por exemplo).

A nota para a imprensa deverá ser feita após a primeira reunião do grupo acionado para o comitê de crise, de preferência o mais rápido possível para evitar comentários e especulações errôneas e difamatórias do publico curioso e linguarudo a respeito da empresa. Este comitê deverá conter pessoas de diversos setores, tais como, diretoria, jurídico, operacional, comunicação etc. O porta-voz escolhido anteriormente a crise, será devidamente orientado do procedimento de divulgação das informações a ser seguido.

O porta-voz pode ser o diretor ou um membro do comitê de crise. Ele é uma das peças chave diante da crise. É importante que o porta-voz estabeleça objetivos de providências em curto prazo e que esteja preparado seriamente para atender a imprensa de forma satisfatória. O porta-voz, devidamente preparado e capacitado por treinamento do assessor de imprensa, deverá responder as questões dos jornalistas da coletiva em relação ao contexto da crise; direcionado ao esclarecimento do fato, de modo a minimizar ou evitar prejuízos à imagem da empresa.

Ele deve dizer sempre a verdade sobre o ocorrido, especificar o que aconteceu, a dimensão do público afetado, a estimativa de extensão do problema e se a empresa teve culpa ou não, além de outros aspectos inerentes ao problema. Sobretudo de forma coerente, de maneira que a informação emitida seja a mesma por parte de toda a comissão da crise (inclusive pelo publico interno trabalhador da empresa, de forma padrão), clara e objetiva.

Um dos papéis principais do porta-voz é o de tornar visível o consistente comprometimento da empresa com a opinião pública e com a sociedade. É importante que o porta-voz cite qual será o método e forma na qual ocorrerá o ressarcimento do prejuízo para o cliente prejudicado. No caso da Telefônica pode ser indicado que haja um desconto especifico na próxima conta do cliente a pagar; a fim de estabelecer sempre o bom relacionamento cliente/empresa.

O comitê de crise e a assessoria deverão acompanhar constantemente a evolução da crise na Opinião Pública. Não esquecendo, é claro, da retirada das propagandas em exercício durante um período de tempo determinado pelo comitê.

No pós-crise é indicado que seja elaborado uma pesquisa de imagem em prol de avaliar possíveis prejuízos sofridos a empresa, para que conseqüentemente seja iniciado um trabalho amplo de recuperação da imagem, de forma a revitalizar com sucesso a credibilidade da empresa.

 

Jéssica Cegarra