Arquivo da categoria: Filosofia

Congresso Científico 2010

 

Em breve mais detalhes sobre o nosso projeto de Iniciação Científica.

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Resumo do capítulo 4 do livro “Temas de filosofia”

O capítulo “O que é conhecimento”, do livro Temas de Filosofia, escrito por Aranha e Martins, aborda os diferentes caminhos, para quem sabe, poder chegar às respostas das perguntas fundamentais, que o ser humano possui há muito tempo, são elas: “como saber?” ou “como conhecer?”. Pois “todos de uma maneira ou de outra, têm por objetivo conhecer algum aspecto da realidade a fim de se posicionar frente a ele”. (1998, p.54) As respostas em si são variadas e dependem de fatores diversos.          Para os autores “a história da busca do conhecimento é a própria história da busca da verdade”. (1998, p.54)

O saber acumulado pelo homem através de gerações também pode ser dado o nome de conhecimento, este que, pode ser transmitido como produto da relação sujeito-objeto. O sujeito e o objeto se transformam mediante o novo saber, pois assim o conhecimento então lhe dá sentido. “O verdadeiro conhecimento se dá dentro do processo dialético de ida e vinda do concreto para o abstrato, processo esse que jamais tem fim e que vai revelando o mundo humano na sua riqueza de diversidade”. (1998, p.55)

Por meio do pensamento todo o conhecimento se manifesta, articulando signos, ligando e unindo representações em cadeias. Para Kant, filósofo alemão, na Critica da Razão Pura, o pensamento e linguagem verbal estão diretamente ligados. Assim transcendendo, a palavra vai além da situação concreta do vivido, porque por ser uma abstração podemos emitir julgamentos e elaborar conceitos. Lembrando que também existem linguagens não verbais, elas costumam estar presas ao mundo sensível e expressam pensamentos diferentes, não operam conceitos nem juízos.  

A lógica como um instrumento do pensar trata dos argumentos. “O principal organizador da lógica clássica foi Aristóteles, com sua obra chamada Órganon. Ele divide a lógica em formal e material”. (1998, p.56) A identidade e a não contradição são os fundamentos principais de Aristóteles. “A lógica Aristotélica pressupõem uma concepção estatística de mundo, na qual a realidade é explicada a partir das essências imutáveis e eternas”. (1998, p.57) Para raciocinar logicamente é necessário fazer uso da dedução, da indução e da analogia, neste capitulo, Aranha e Martins explicam com detalhes o significado de cada termo em questão.

“A realidade, encarada como processo e como constante mudança, exige uma nova lógica”. (1998, p. 59) Foi então que no século XIX, o filósofo alemão Hegel desenvolveu uma nova lógica, a lógica dialética, esta que consistia em um novo método para se caçar a verdade, como movimento interno de contradição.  Tal método envolvia a tese, a antítese e a síntese.

Os autores terminam o capitulo com algumas conclusões: “chegar ao conhecimento verdadeiro é uma das preocupações do ser humano desde os tempos mais antigos” e “para se chegar ao conhecimento correto, é necessário usar a lógica como instrumento do pensar”. (1998, p.60)


Dias de Nietzsche em Turim

     Nietzsche

       Fruto de uma pesquisa de 4 anos através de observações, relatos, idéias, cartas, compondo um fértil universo de referências, Dias de Nietzsche Em Turim, foi gravado entre 1995 e 2000. Dirigido por Júlio Bressane é uma espécie de recriação dos dias em que Nietzsche (filósofo alemão, um dos melhores escritores de todos os tempos) viveu em Turim, norte da Itália em um pequeno apartamento no período de Abril de 1888 a Janeiro de1889.
      Em Turim Nietzsche escreveu alguns de seus textos mais conhecidos como o Ecce Homo, entregando-se em suas próprias idéias, envolvendo-se com a arte, ciências e sua própria vida.
      Alguns interpretes e historiadores afirmam que o poeta filósofo (ou como um dia chamou Antonio Candido, “psicologo artista”) “enlouqueceu” nesse período. Talvez caracterizando assim pura conspiração daqueles que de alguma forma desejam desqualifica-lo por não saber educar o seu “espírito-livre”.
      Rompendo a barreira do tempo, o filme não explica o pensamento nietzschiano mas fala de uma interpretação de seus estudos e da importância do filósofo. É sobretudo interpretação de seu “signo Nietzsche” e o que ele tem de mais vivo, vivificando suas volições e sensações.
      Com o prazer da música Bressane põe o filósofo para dançar e cantar em seu quarto. Nietzsche fala da dança sendo uma libertação afetiva e afirmação da vida, estado de comunhão entre o intelectual e o sensorial (para muitos a sua loucura).
      Filósofo artista, poeta, anticristo, dionisíaco por excelência, Nietzsche não acreditaria em um Deus que não soubesse dançar.
      O filme também inclui imagens raríssimas de Nietzsche no final de sua vida, e mais algumas composições musicais próprias do filósofo.
      Em êxtase diante de Turim (fora da Alemanha), que Bressane encontra o pensador Alemão. Estes ares italianos inspiradores fazem com que Nietzsche escreva seus melhores textos, graças a Turim, onde tempo e espaço, idéias viajam sem passaporte.
      No elenco nomes muito conhecidos do grande público, como Fernando Eiras, Paulo José, Mariana Ximenes, Leandro Leal, entre outros.
      Bressane é conhecido por rodar longas com orçamentos baixos, nunca passou longos períodos sem dirigir um filme. Começou sua obra com “Filme de Amor” premiado no festival de Brasília.
      Dias de Nietzsche em Turim é um filme sinestésico, que costura as imagens como se estivessem funcionando dentro da mente do filósofo. Ganhou o prêmio Bastone Bianco, no festival de Veneza e de melhor roteiro no festival de Brasília.
      A grande virtude de Bressane esta em compreender um signo intelectual como o de Nietzsche, que demanda trabalho, conhecimento e sobretudo sensibilidade, despindo nossa carapaça intelectual.
É uma viagem magnífica para os que acompanham a obra do Diretor, sobretudo uma de suas obras mais bonitas, com cenas que são verdadeiras pinturas da cidade onde o filme viveu.
      Narra de forma delicada a vida de um personagem complexo. Talvez sofra um pouco pela extrema abstração. Digno representante do cinema brasileiro.

 

escrito por mim :* 


“Creio que para saber de felicidade, não há como as borboletas e as bolhas de sabão, e o que lhes assemelhe entre os homens.” Nietzsche.  

Sublime felicidade 

Para descrevê-la seria preciso fixar o relâmpago.

A humanidade permanece em sua busca quase inalcançável pelo seu “ideal de felicidade”. Esta que desenhando a vida sem borracha, alimenta nossos sonhos, nos faz relaxar e aproveitar as coisas boas da existência.        

O feliz tem ligeireza, voa alto como a águia, enfrentando tempestades, sobretudo chega ao local desejado.        

Nossa sociedade atual fornece padrões, mas numa concepção popular materialista. Sobretudo o homem não é senão o seu projeto, só existe na medida em que se realiza. Quando isso não ocorre frustra-se e murmura diante de qual quer desafio, ferido não acredita em si.        

 Felicidade, uma coisa inexprimível e sem nome, o que constitui a doçura da alma, o que é também fome das entranhas. É derrotar seus inimigos interiores. É a própria realização do ser. Conseqüentemente, dura em demasiada para aqueles que sabem aproveita-la. Está no viver com sabedoria, na seriedade do presente momento, não lamentando o passado e nem se afligindo com o futuro.        

Nietzsche diria que a fórmula da felicidade do ser esta num sim, num não, numa linha reta, numa meta… Sim, sobretudo numa Meta. É tempo de o homem colocar-se uma meta, um instinto para o crescimento. Os homens mais inteligentes, sendo os mais fortes, encontram sua felicidade onde outros encontrariam apenas o desastre. Seu prazer esta na auto superação. Renuncia-se a felicidade e a vida grandiosa quando se renuncia à guerra.        

Enfim, não possuir algumas coisas que desejamos é parte indispensável da felicidade, esta que age como um medicamento sublime, destinado a aliviar nossa melancólica humanidade.        

Felicidade: julgue-a por si mesmo.