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“Inteligência Emocional”: Importância da linguagem da fisiologia da vitória

A palestra “Inteligência Emocional” realizada no dia 05 de maio na VII Semana Integrada dos cursos de Comunicação, Arquitetura, Educação Artística e Moda da UNIRP, abordou de maneira concisa o Conceito de inteligência emocional (criado em 1995, por Daniel Goleman).

Frederico Dias da Silveira abordou de forma clara duas formas de comportamento em que o ser humano pode se enquadrar. Afirmou que existem os seres Idealizadores (enraizados no campo das idéias) e os Realizadores (proclamam a prática das idéias), de forma que ambos foram constituídos de maneira diretamente ligada a inteligência emocional.

O palestrante enfocou também a importância real que deveria ser dada a linguagem. Na linguagem, por meio das palavras, há a manifestação prática dos pensamentos do ser. Na concepção da inteligência emocional é preciso alterar a fisiologia para mudar o padrão de pensamento. “Quando você muda a comunicação e assume a fisiologia da vitória perpetuada, você escolhe o que vai pensar e assim a vida muda de forma positiva” Explica Frederico.

O foco principal se manteve no fato de que para se fazer mudar a existência é preciso mudar apenas a si mesmo, mudando os pensamentos e palavras de forma positiva, a fim de colher bons resultados: “A simples mudança fisiológica é essencial” afirma Frederico.


Insatisfação e felicidade

Realmente a insatisfação sempre esteve presente nas vidas humanas. Desde os primórdios as pessoas só pensam no que lhes é favorável, e a vida segue com a grama do vizinho aparentando ter um verde mais fashion que o seu [risos].

No caso das relações amorosas, nosso querido poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, (marcado pela poesia social e irônica), retratou de modo ligeiramente cômico o fato, sem deixar de lado um coeficiente importante de solidão no poema A Quadrilha:

João amava Teresa que amava Raimundo

que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

que não amava ninguém.

João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes

que não tinha entrado na história.

Joaquim talvez tenha sido o menos favorecido da historia, pois, a longo prazo o amor o matou. De qualquer maneira todos os outros personagens seguiram suas vidas, sem o amor desejado e mesmo assim foram felizes de formas diferentes. Está ai o segredo. Bertrand Russel, chamado muitas vezes de profeta da vida racional, afirma que “Não possuir algumas das coisas que desejamos é parte indispensável da felicidade.”

Emmanuel Kant como o último grande filósofo dos princípios da era moderna, nos deixa claro que “A felicidade não é algo que pode ser adquirido depois de alcançar algo. A felicidade não é um ideal da razão, mas sim da imaginação.” Na estrada na vida, existem caminhos diferentes para o encontro com a felicidade. A rota perfeita nenhum GPS atual poderá nos mostrar…

Há aqueles que são felizes sem coisa alguma, enquanto outros muitos são infelizes possuindo tudo. Possuir tudo nunca foi sinônimo de felicidade para o Pequeno príncipe. Para ele não há nada no mundo melhor que contemplar a rosa que o cativou (sim, as outras rosas eram vazias e foi a ela quem ele regou e a abrigou com o para vento), valorizar os amigos, ver o por do sol, estes que são momentos felizes e efêmeros e, sobretudo ameaçados de próxima desaparição. “Só as crianças sabem o que procuram, disse o principezinho. Perdem tempo com uma boneca de pano, e a boneca se torna muito importante, e choram quando a gente a toma… – Elas são felizes” conta o principezinho.

O ensaísta romântico François Chateaubriand reforça esta idéia quando cita “A verdadeira felicidade custa pouco; sendo cara, é porque a sua qualidade não presta.” No caso das pessoas é muito importante lembrar que “a felicidade é um sentimento simples; você pode encontrá-la e deixá-la ir embora, por não perceber a sua simplicidade” afirma verdadeiramente Mário Quintana.

Jéssica Cegarra