NERVOCHAOS: Anuncia futuro lançamento de box comemorativo de 20 anos e CD de inéditas

O festival “Hecatomb Metal Fest” (promovido pela Hécate Produções), trouxe para São José do Rio Preto/SP, no dia 11/10, entre outras, a banda paulistana Nervochaos. O público presente, em bom número, pôde se deliciar com um massacre sonoro produzido pelas bandas. Em meio a essa avalanche de destruição, conversamos com Edu Lane (baterista e fundador do NERVOCHAOS), e você confere nosso papo na sequencia:

10641207_699172833498723_7770427831329138503_n* O Nervochaos começou pela TUMBA RECORDS, passou pela DESTROYER e atualmente está na COGUMELO RECORDS. Qual o motivo para as mudanças de gravadoras? Como é estar em uma gravadora como a Cogumelo? Um contrato com a cogumelo pode ser considerado como um “status” a mais por conta do selo ter um nome forte na cena?

(Edu) Sempre buscamos o melhor para a banda e a TUMBA teve um papel essencial para o NERVOCHAOS. Mudamos para DESTROYER no nosso 2o CD “Legion of Spirits Infernal” mas não ficamos satisfeitos com o trabalho do selo e optamos por voltar a TUMBA. Quando surgiu a oportunidade de assinar com a COGUMELO soubemos que teríamos a oportunidade de fazer parte de um selo de renome, com uma excelente distribuição, não apenas no Brasil mas nos EUA também. A parceria com a COGUMELO tem rendido bons frutos e estamos muito satisfeitos com o trabalho deles. Já estamos com eles faz 3 anos, temos 3 lançamentos e acreditamos que eles também estão contentes conosco. Não acredito que selo de um “status”, creio que o “status” vem como reconhecimento pelo bom trabalho efetuado, tanto para a banda, como para o selo.
* Vocês já viajaram pelo mundo em turnê. Conhecer diferentes lugares pode influenciar o trabalho de vocês? Em relação aos shows, já ultrapassaram a marca de 60 shows da turnê de 2010?

(Edu) Com certeza, na minha opinião, a melhor parte de estar em uma banda é poder viajar e conhecer lugares/pessoas. Isso certamente nos influencia na hora de compor. Com relação aos shows, sim, conseguimos superar a tour de 2010/2011, que foi do “Battalions of Hate” já com a tour do “To The Death” (2012/2013), onde fizemos 129 shows. Agora com a nova turnê, estamos trabalhando para superar a anterior, e este ano já conseguimos fazer 100 shows. Esta turnê deve rolar até o fim do ano que vem, então iremos superar a turnê anterior com toda certeza.

* O primeiro álbum era mais crossover, misturavam death, grind, thrash e hardcore, com letras mais politizadas. Depois começaram fazer death metal com temática mais satânica e gore, mantendo o padrão de brutalidade, mostrando que é possível inovar, evoluir mantendo as origens. Como vocês interpretam a diferença da sonoridade da banda do início da carreira para o que fazem agora?

(Edu) Realmente o nosso 1o CD “Pay Back Time” é mais para o Thrash Metal com pitadas de Crossover. Nunca fomos uma banda politizada, mas no 1º álbum a temática era mais voltada para a dura realidade do dia-a-dia, temas do cotidiano e algo de satanismo. Eu vejo todos os nossos lançamentos de uma forma importante e essencial para chegarmos onde chegamos atualmente. A cada álbum é nítida a evolução da banda mas sempre sem deixar de ser fiel a nossa proposta. Houveram também as mudanças de formação que sempre trazem novas influencias e bagagens para a sonoridade da banda. Atualmente acredito que conseguimos atingir a nossa própria sonoridade e conseguimos evoluir como músicos e como banda, tendo composições mais variadas, músicas mais fortes e sem se prender a rótulos pré-estipulados, navegamos livremente entre as diversas vertentes da música extrema e fazemos apenas aquilo que gostamos.

10702009_699174060165267_9153763591440001292_n* Vocês tiverem algumas mudanças de integrantes ao longo da carreira. Vocês acreditam que a mudança de formação tem a ver com a mudança do som ao longo do tempo? Eles saíram por conta das mudanças no estilo de som e temática das letras ou as mudanças aconteceram porque eles saíram?

(Edu) Sinceramente, apenas um ou outro saiu por mudança/evolução na sonoridade ou na temática da banda, acredito que foram duas pessoas. O restante, ou seja, a grande maioria acabou saindo por fatores externos mesmo, como namorada/mulher ou pela falta de dedicação e comprometimento com a banda. Cada novo integrante traz sangue novo, ideias novas mas a banda sempre permaneceu fiel a sua proposta e sempre buscamos a nossa própria sonoridade. O que eu acredito que faz uma boa diferença é uma formação estável e o aumento na frequência de shows, que faz com que a banda amadureça e fique extremamente entrosada. Torço muito para que não tenhamos nenhuma mudança de formação, mas isso apenas o tempo ira dizer. O que eu posso afirmar é que jamais desistirei da banda e sempre vou levar para frente esta horda.

* Apesar de vinis e fitas k7 serem considerados “ultrapassados” por muita gente, o público underground e muitos fãs e colecionadores ainda preferem, principalmente vinis. Vocês acreditam que o som dos vinis “potencializa” as raízes do death metal? E a proposito, desde 2004 vocês não lançam nenhum k7 nova. Não pretendem lançar mais?

(Edu) Atualmente os formatos de vinil e k7 são algo mais ‘cult’ mesmo, se bem que o vinil tem voltado com força total. Certamente ha uma diferença na sonoridade do vinil para com o CD e não apenas a sonoridade mas a parte gráfica também. Com a pirataria forte e os ‘downloads’ de internet, vejo o vinil se popularizando novamente cada vez mais. Temos o nosso álbum “To The Death” lançado em formato de vinil e lançamos 3 demo-tapes (1996, 2000 e 2004) em k7 no passado. Não pretendemos lançar mais k7, mas o formato em vinil sim.

* Em 2016 vocês comemorarão 20 anos de carreira. Já pensam em algo ou já fazem planos para essa comemoração?

(Edu) Sim, pretendemos lançar um box de 20 anos com um conteúdo bem bacana para os fãs da banda. Também devemos fazer uma turnê especial, com um setlist especial de 20 anos e promovendo o box. Se tudo der certo, além do box teremos também, um novo álbum de musicas inéditas neste mesmo ano, então será um ano repleto de novidades e boas surpresas para os fãs da banda.

997072_699172020165471_192289616114007812_n* Vocês conquistaram muitos fãs em Rio Preto em 97, quando tocaram com o Krisiun, no saudoso OLARIA. Como se sentem em colaborar com a cena e influenciar os seguidores antigos além de novas gerações, mantendo vivo o cenário underground?

(Edu) Para gente é uma enorme satisfação e uma grande honra saber disso. Sempre tivemos forte laços com a cena underground e poder retornar para cidades como São Jose do Rio Preto/SP e perceber o quanto a cena evoluiu desde 97 é realmente muito gratificante. Esperamos continuar voltando para região sempre e cada vez com mais frequência.

* Qual o motivo da iniciativa do CD novo vir juntamente com um DVD? Seria como uma “recompensa” ou “algo a mais” para os fãs que compram o cd?

(Edu) Queríamos fazer algo especial para este novo CD, em especial para os fãs da banda e optamos por incluir um DVD de bônus na primeira prensagem. Esse DVD é uma continuação do que começou no box-set “17 Years of Chaos”. Quando concluímos o box-set percebemos que ainda tínhamos muito material interessante e dai resolvemos fazer esse DVD, que conclui esse ciclo iniciado no box-set. No DVD também incluímos de bônus, dois shows na integra, e também, gravação e entrevista sobre o novo CD e sobre os tributos.

Alguns dos álbuns do Nervochaos. Foto cedida pelo amigo e fã da banda Junior Moreira.

Alguns dos álbuns do Nervochaos. Foto cedida pelo amigo e fã da banda Junior Moreira.

* E a cerveja comemorativa da banda (American Pale Ale) como surgiu essa ideia? Ela é apenas vendida nos shows? Como os fãs devem fazer para conseguir comprar a distância?

(Edu) A ideia e a iniciativa foi do nosso baixista, o Felipe. Ele fez a cerveja de forma comemorativa e temos levado em alguns shows para venda. As pessoas interessadas em adquirir a cerveja, devem entrar em contato com ele pelo facebook.

nervochaos_cerveja* Em 2010 estavam lançando nos EUA e Canadá pela Ibex Moon Records e na argentina pela Pacheco Records. O lançamento de vocês no mercado europeu atualmente também é feito pela Cogumelo?

(Edu) Na verdade, tivemos o nosso 3º CD “Quarrel in Hell” lançado nos EUA pela IBEX MOON. Desde que estamos na COGUMELO, a nossa gravadora nos EUA passou a ser a GREY HAZE. Tivemos o “To The Death” e o “The Art of Vengeance” lançados por lá. Infelizmente ainda não temos uma gravadora na Europa para conseguirmos distribuir melhor o nosso material.

* De toda a história da banda, qual é o período do qual vocês mais se orgulham?

(Edu) No meu ponto de vista, tudo que vivemos ate hoje é extremamente importante e me orgulho demais. Todos os lançamentos que fizemos, todas as turnês, todos os obstáculos vencidos, enfim, tudo isso é/foi fundamental para chegarmos onde estamos hoje. Estamos numa constante busca pela evolução como músicos e como banda e acredito estarmos no caminho certo. Me orgulho de tudo nestes 18 anos de banda.

* Agradeço imensamente pela entrevista. Deixe uma mensagem para os fãs:
(Edu) Muito obrigado pela excelente entrevista, pelo apoio e pelo espaço cedido a banda. Esperamos voltar em breve para a região e quem quiser acompanhar mais sobre a banda, visite www.nervochaos.com.br

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Links:

www.nervochaos.com.br

www.facebook.com/NervoChaos

Fotos de Junior Moreira (TerrorCult)

Agradecimentos: Edu Lane, Barbara Richard Rozani e também ao colaborador Junior TerrorCult.

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