Arquivo do mês: julho 2011

A influência das novas tecnologias no jornalismo

O desenvolvimento excepcional dos meios de comunicação e das novas tecnologias se tornou papel relevante na vida profissional de todos os jornalistas de todo o mundo.

Entende-se que “A Internet, enquanto nova esfera da opinião pública (à escala global), permite a democratização da difusão de comunicação.” (TRAVASSOS, 2008). Por meio da internet há a possibilidade da utilização instantânea de aparelhos como uso da câmera digital portátil, o celular e o netbook para a produção e veiculação de alguma noticia com sucesso para qualquer lugar existente.

A mobilidade da miniaturização da tecnologia, perante os celulares e afins, permitiu certamente a individualização dos processos de comunicação.  Esta desmedida revolução tecnológica que abrevia e multiplica o tempo dos repórteres em detrimento das noticias, facilita atividades que antes tomavam muito tempo. Da maneira rápida, atualmente se pode transmitir uma matéria fresquinha em mobilidade recorde, proporcionando assim maior acesso a noticia por parte do leitor internauta, no caso de mídias digitais.

O jornalista em eras digitais tornou-se o ser completo, aquele que enxerga a pauta, fotografa o ocorrido, pesquisa onde está, edita e publica a noticia num piscar de olhos; tudo isso em apenas um único profissional. O jornalista hoje, nada mais é que um repórter móvel, que tem capacidade de absorver e se auto aplicar vários fatores que antes (ou ainda) podem ser distribuídos por editores e pauteiros. Para Carrato:

“os novos tempos nos obrigam a contribuir para a formação do chamado jornalismo pleno. Vale dizer: o profissional capaz de trabalhar várias mídias e linguagens (CARRATO, 1998, p.26) apud (VICCHIATTI, 2005, p. 51)

 Com o surgimento das novas tecnologias, também ampliou-se a perspicácia da pesquisa e produção da informação; desse modo, sem sair da redação o repórter pode apurar, pesquisar e retirar informações para uma determinada matéria em especifico. O jornalista também pôde se transformar num profissional multitarefa, pois, as necessidades do mercado fizeram com que ele sofresse o impacto da nova rotina produtiva, e se aperfeiçoa-se nessa nova empreitada tecnológica, onde jornalismo, tecnologias móveis e mobilidade fazem uma combinação excelente.

Esta nova empreitada sofre de transformações contínuas, o jornalista neste tempo de tecnologias renovadoras deve sofrer uma permanente reciclagem, de maneira atualizadora do jornalismo profissional constante. Além do domínio das ferramentas tecnológicas, é indispensável que o bom jornalista tenha a capacidade de elaborar pensamentos de cunho críticos consistentes, este requisito fará a diferença entre o profissional de jornalismo de credibilidade e o ser comum especulador e distribuidor de informação.

 

“[…] todas estas inovações tecnológicas geram condições infinitamente superiores para a qualidade do trabalho do jornalista, mas, ao mesmo tempo, exigem, pelo dinamismo, velocidade e diversidade de sua evolução, uma permanente reciclagem atualizadora do jornalismo profissional, principalmente sob o ponto de vista estético e ético.” (VICCHIATTI, 2005, p. 98)

 

O surgimento das novas tecnologias fez com que as mídias tradicionais percebessem a importância do investimento relacionado à atualização das tecnologias existentes e usadas até então, para acompanhar plenamente a ritmo das transformações dos novos modelos comunicacionais.

Estas novas tecnologias que passaram a ser investidas no ramo jornalístico são capazes de proporcionar resultados e condições extraordinariamente melhores para a qualidade e potencial do trabalho jornalístico. Pois uma nova tecnologia sempre amplia o potencial do jornalismo, além de ser um ponto determinante na proximidade com o publico.

O desenvolvimento digital caminha a passos largos em direção a mídia. Suspeita-se de um possível receio do jornalismo impresso em relação a toda essa modernidade surgida em direção ao fortalecimento do jornalismo na internet. Entende-se que a morte do jornal impresso não estará por perto a menos que ele não domine a plataforma da nova mídia. Segundo Rosa, nos próximos anos é possível que ocorra alguma mudança no setor impresso do jornalismo, tais como a: “a reinvenção do impresso, dos títulos mais tradicionais aos mais recentes, incluindo os populares e as mudanças estratégicas para o meio digital frente aos desafios técnicos e editoriais” (ROSA, 2007)

Em relação a isto, Costa também nos dá sua colaboração mais que importante quando afirma sobre os receios dos meios de comunicação em relação a alguma novidade bombástica ocorrida nos setores midiáticos, com humor ele revela o que muitas vezes não conseguimos enxergar, ele afirma: “A internet iria matar a indústria do jornal e da revista. No entanto, o jornal não matou o livro, a televisão não matou o rádio, o DVD não matou o cinema.” (COSTA, 2006, p. 21)

A interatividade provinda das novas tecnologias:

Com o surgimento das novas tecnologias surgiu-se também o que chamamos de interatividade relacionada ao internauta. Esta interatividade proporciona uma maior participação do público, em termos de noticias, o internauta munido das ferramentas modernas e tecnológicas também pode fazer o papel do jornalista como difusor de conhecimento. O que fará a diferença entre a publicação do jornalista formado e o simples internauta caseiro é a qualidade, credibilidade, confiança e reputação do emissor e, por conseguinte, da matéria veiculada.

No caso do internauta caseiro, há a possibilidade de publicação de matérias para as audiências de nicho dos blogs individuais, ou até mesmo exposição local, regional, nacional e em alguns casos até mundial. Dessa forma, as novas tecnologias dificultaram a seriedade das noticias, pois dessa maneira, o publico já não é mais somente passivo, ele agora pode veicular as noticias que presencia. Para Costa “O público não precisa mais ser passivo. Deixou de ser mero espectador, de ser destinatário. Participa.” (COSTA, 2006, p. 29)

A interatividade e participação do internauta/leitor caracterizam características de como as novas tecnologias influenciam o modo de se fazer jornalismo hoje em dia. Agora mais do que nunca o jornalista tem a necessidade de proporcionar a segura credibilidade ao leitor.

O jornalista profissional para não ficar na mão em tempos modernos de novas tecnologias deverá utilizar com todos os métodos cabíveis e éticos para fazer funcionar o motor propulsor das informações jornalísticas, de maneira clara e objetiva, com excesso de fontes e alto grau de credibilidade entre o público.

 

BIBLIOGRAFIA:

COSTA, Caio Túlio. Por que a nova mídia é revolucionária. LÍBERO – Ano IX – nº 18 – Dez, 2006. Disponível em: http://revcom2.portcom.intercom.org.br/index.php/libero/article/viewDownloadInterstitial/4618/4344 Acesso em: 09/06/2011

MOREIRA, Oldemiro. Novas tecnologias, jornalismo e a mudança de paradigma. Disponível em http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=25066&idSeccao=527&Action=noticia Acesso em 09/06/2011

ROSA, Leonardo Siqueira da. HIPERTEXTO, Um novo cenário para a comunicação, 2007. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/um-novo-cenario-para-a-comunicacao Acesso em: 09/06/2011

TRAVASSOS, Érika. O jornalismo e as novas tecnologias. Revista eletrônica Temática. Disponível em: http://www.insite.pro.br/2008/24.pdf Acesso em 09/06/2011

VICCHIATTI, Carlos Alberto. Jornalismo: comunicação, literatura e compromisso social. São Paulo. Paulus. 2005.