Arquivo do mês: outubro 2010

O destino do jornal – Lourival Sant’Anna

Após a popularização da internet nos anos 90, cogitou-se a possibilidade de uma futura extinção dos jornais e de suas publicações. Foi então que Lourival Sant’Anna, jornalista e repórter especial do jornal O Estado de S.Paulo, teve a iniciativa de retratar em seu mestrado, as crises sem precedentes e a atual situação dos jornais brasileiros, diante da massificação da internet e do bombardeio de informações fragmentadas, vindas de diferentes meios, e de todos os lados.

Dessa maneira surgiu o livro O destino do jornal, resultado da dissertação de mestrado do autor pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). O livro teve como tripé do estudo, o novo paradigma dos jornais em relação aos desafios das mudanças nos hábitos de leituras, concorrência e inovações tecnológicas. Investiga e analisa os três grandes jornais brasileiros de grande circulação, a Folha de S. Paulo, Globo e o Estado de S. Paulo, apresentando ainda as opiniões dos editores em relação ao futuro do jornal impresso.

O intuito de Lourival Sant’Anna é o de explicar a realidade e se manter focado nas questões chave do Jornal impresso diário, sobretudo na verdade e credibilidade da informação e identificar o que há de estrutural e para além do crítico.

O livro aborda também a perda de audiência e do interesse a cerca de um jornal. Isso não ocorre pela falta de informação ou de apetite do leitor. Afirma que o leitor de hoje busca informações em vários veículos para construir o que pensa da informação e não mais se fixa em um único meio de comunicação.

O autor revela que o jornal muitas vezes chega a ter um sinônimo maior de obrigação do que de prazer. E acaba por fazer com que o público selecione ou busque refúgio em outros meios de comunicação, que mais lhe convenham e que exijam menos e ofereçam mais. Por ser pesado e sisudo o leitor deseja que o jornal seja mais agradável e amigável e, sobretudo, ter prazer ao lê-lo sem ser obrigado a digeri-lo.

A diminuição da leitura dos jornais impressos pela população brasileira é resultado de um fenômeno mundial. A queda da leitura também atinge os países mais avançados e mais ricos. As pessoas estão dedicando menos tempo para a leitura e se direcionam mais para jornais locais e revistas especializadas. No entanto, os jornais de qualidade continuam mais rentáveis que os jornais populares e locais, que com o tempo passaram favoravelmente a contar com o aumento de credibilidade de forma acelerada e bem depressa.

Cita a importância do jornal na riqueza de detalhes em comparação a distribuição de informações fragmentadas. Frisa também o esquecimento do jornal, em relação ao bombardeio de noticias distribuídas por todos os meios, no dia anterior, ou à medida que os fatos ocorrem.

Com rigor jornalístico e metodologia acadêmica, o autor aborda também outros assuntos como o índice de qualidade editorial, conceitos e tendências, motivação dos leitores e anunciantes. Sobretudo indica os melhores rumos e as futuras tendências para o contínuo exercício da profissão. Escrito com linguagem clara e precisa, é indicado para estudantes de comunicação, profissionais do ramo e também ao vasto público de curiosos e interessados no destino do jornal.

Referências:

SANT’ANNA, Lourival. O Destino do Jornal. Rio de Janeiro: Editora Record LTDA,

2008.


Congresso Científico 2010

 

Em breve mais detalhes sobre o nosso projeto de Iniciação Científica.


Web 3.0

Para os blogueiros de plantão, o novo termo surgiu na tentativa de definir algo que ainda nem existe. No entanto, a web 3.0 teve como proposta de existência, ser a terceira geração da internet. Cogita-se que seja implantada entre um período de cinco a dez anos.

Essa nova geração foi batizada pelo jornalista John Markoff, que empregou o termo pela primeira vez em um de seus artigos publicados pelo jornal New York Times.

A web 3.0 possui foco maior na estrutura dos sites e pretende ser de maneira inteligente, a melhor organização do uso de todo conhecimento resoluto na internet. Além de idealizar a convergência de várias tecnologias de maneira inteligente e matura, seria como um mar de dados. Dessa maneira a World Wide Web (rede mundial) passaria entao a ser World Wide Database (base de dados mundial).

Atualmente estão em cursos inúmeros projetos académicos sobre o assunto. No Brasil, na PUC-Rio esta trabalhando pioneiramente para o bem da Web 3.0, sistematicamente com ênfase na língua portuguesa.


Web 2.0

 

A web 2.0 atualmente está em construção e não há um significado exato.  Alguns especialistas e críticos alegam que o conceito de web 2.0 é demasiado extenso, subjetivo, abrangente e vago. Afirmam também ser apenas uma evolução natural da internet e acreditam que o termo não passa de uma jogada de marketing.

O termo web 2.0 criado em 2004 pela empresa estadunidense O’Reilly Media. E caracteriza uma suposta segunda geração de serviços de internet World Wide Web. Tem a web como plataforma e dispõem de conteúdo dinâmico e flexível. Nada mais é do que o período que a internet do mundo vive hoje, focada nos mecanismos de busca como Google, redes sociais, aplicativos baseados em folksonomia, redes sociais e Tecnologia da Informação.

Essa nova geração reforça o conceito de troca de informações e de internet participativa, como por exemplo, a Wikipédia, na qual os próprios internautas disponibilizam as informações, o usuário participa deste processo dando sugestões, reportando erros e aproveitando as melhorias constantes. O outro exemplo é o Vc Repórter do Portal Terra.

Os Blogs foram umas das primeiras ferramentas de web 2.0 a serem usadas amplamente. Atualmente temos aplicativos mais modernos como os AdSense, Ajax, Mash-ups, RSS, Tagging [rotulação], Wikis.

A web 2.0 gerou um grande impacto nos web sites, pois deu ao usuário a possibilidade de participar, de gerar e organizar as informações. No caso de conteúdos que não são gerados pelos usuários, eles podem enriquecer o texto com comentários. Hoje temos o Consumer-Generated Media (CGM) que é o conteúdo criado e divulgado pelo internauta, como o blogs e fotologs, comunidades, grupos, sites participativos, no YouTube, muito usados atualmente.

Em suma a Web 2.0 marcou o amadurecimento no uso do potencial da internet.


Jornalismo multimídia

O Jornalismo multimídia atualmente é a forma mais envolvente de transmitir notícias e informações. Além de possuir o computador como o instrumento principal do trabalho, caracteriza uma nova realidade profissional na qual o jornalista trabalha exclusivamente com suportes digitais. Ele apura os fatos e os armazene em diferentes dispositivos, como áudio, vídeo, foto e texto. É ideal que o jornalista saiba trabalhar bem com esses dispositivos, pois eles são no mínimo indispensáveis.

Não estamos falando de “autismo on-line”, aquele tipo que faz questão de produzir jornalismo de má qualidade, superficial e descontextualizado, feito por qualquer um. Estamos falando do jornalismo multimídia feito por profissionais sérios, com qualidade.