Arquivo do mês: outubro 2009

A bolsa de Dilma

dilma

Certo dia, ou, se é que podemos assim dizer, mais um dia de trabalho árduo, a ministra Dilma Rousseff saiu para seus compromissos rotineiros como sempre muito elegante. Até ai nada de que não possamos acreditar, ou até mesmo, duvidar. Se não fosse pelo utensílio que levava logo acima de seu delicado pulso, tudo continuaria como antes, apenas mais uma mulher imponentemente chique no plenário.

Enfim, como tudo que é demais causa aparecimento demasiado, nossa ministra foi flagrada por paparazzis espiões com uma linda bolsa “Kelly”, nome em homenagem a icônica Grace Kelly, da marca francesa Hermés. Nada seria tão assustador a ponto de tal discussão se o valor desse pequeno mimo não somasse o equivalente ao salário da ministra, algo como, em cifrões R$10 mil reais.  

Logo então, depois das especulações tanto de veículos do mundo da moda como os do mundo de gente bem mais grande e séria, quer dizer, nem tanto vai, da política, a assessoria de Rousseff insistiu em afirmar primeiro que, a bolsa da ministra era um modelo falsificado. O que cá entre nós, não soou nada melhor do que gastar seu salário inteiro com a linda bolsa. E como os mais entendidos do assunto não caíram nem um pouco nesse papo furado, mais uma vez, a assessoria relutante, surgiu então com a nova desculpa de que a bolsa é de uma outra marca, a italiana Francesco Rogani, e que o nome da réplica legalizada seria Kekky em homenagem a sua inspiração primária.

Enquanto isso, nós brasileiros estamos a espera da verdade onipresente e do caso assombroso de que a ministra é apenas mais uma mulher, e uma mulher com gostos refinados e desejos caros.

É Dilma, se cuida com essa BOLSA FAMÍLIA!

By Giovanna Assef e Jéssica Cegarra

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Jornalismo e Desinformação – Leão Serva (Senac; 2001; 144 páginas)

O autor Leão Serva é jornalista desde 1978, também é professor de Ética e Legislação Jornalística na Faculdade Cásper Líbero. Serva acima de tudo tem feito de sua profissão uma paixão absoluta.

Lançado pelo SENAC, o livro Jornalismo e Desinformação, caracteriza uma oportuna discussão de problemas e perspectivas do oficio do jornalismo, por quem bem os conhece na teoria e na prática. Leão Serva apresenta as principais conclusões de um trabalho que procura identificar os procedimentos da atividade jornalística que podem ser cauda de um grande mal chamado incompreensão, tentando Identificar no procedimento jornalístico os mecanismos que provocam essa incompreensão.

Para Serva, a real situação é o fato dos leitores não compreenderem realmente a natureza dos fatos que consomem. Esses processos desinformantes que ocorrem na mídia, invertem a vocação expressa do jornalismo: que é a missão de informar. Talvez seja pela atual saturação de informações pelos consumidores e dos meios muitas noticias se perdem. A desinformação pode provocar esquecimento, alterar a compreensão e deformação da informação.

O jornalismo pratica ao mesmo tempo, técnicas de informação e de desinformação. Informa e necessariamente desinforma também. Serva deixa claro que os veículos de comunicação manipulam as informações de acordo com seus interesses e de outros maiores. Entretanto esses procedimentos de distorção são essenciais ao sistema econômico da informação. Assim acabam por entreter o público em vez de informá-lo.

O livro em certas circunstancias usa a Semiótica de Charles S. Pierce para interpretação e aborda também casos de submissão, deformação e desinformação funcional, estes que são muito comuns hoje. Debate também o espaço dedicado aos mortos na guerra entre EUA e Vietnã e conta detalhes de quando Leão Serva foi a luta na ex-Iuguslávia, sim foi a luta, mas apenas com sua garra e talento de repórter nos anos 90.  Há um trecho significativo em que diz “Leão Serva corta na carne da própria profissão – e opera sem anestesia”.

Se todo leitor soubesse a real veracidade das notícias que são apresentadas nos noticiários e jornais, com certeza exigiria um jornalismo compromissado não somente em entreter e exibir pesos de informações, mas em transmitir verdadeiro conhecimento. Muito bem explicado e de ótima compreensão, o livro Jornalismo e Desinformação é tal qual uma investigação sobre as causas da profunda ignorância dos leitores de jornal. O ideal seria que a noticia se torne mais compreensível para o autor e consumidor, sem distanciar-se de sua essência.

Não se trata de apontar soluções para essa distorção desinformada, mas se trata de apontar que a técnica jornalística, tal como é entendida e praticada hoje não atende ao objetivo de permitir a compreensão dos acontecimentos.

Leão Serva nos oferece então um estudo sutil, denso e grave das transgressões que os meios de comunicação cometem no cotidiano. Trata-se de um ótimo manual, certamente de primeira linha, destinado ao leitor, para que possa assim conhecer de perto os caminhos percorridos por uma noticia até que ela chegue a seus olhos e ouvidos.

Destina-se também a jornalistas, estudantes de jornalismo e ao vasto público que lê jornais na intenção de se manter bem-informado.


Jornalismo de Revista – Marilia Scalzo

             Parte da coleção Comunicação, a obra Jornalismo de Revista desvenda os segredos do jornalismo de revista de todos os tempos. Marilia Scalzo mostra a importância das revistas e define como elas construíram fortes laços de empatia com o publico.

            A autora Marilia Scalzo, é jornalista e atual diretora do Curso Abril de Jornalismo, passou por vários veículos impressos como Folha de S.Paulo, Playboy, Capricho, Veja São Paulo, Cláudia e A&D, e também contribuiu para o desenvolvimento editorial de Cláudia Cozinha.

Com leitura fácil e dinâmica, o livro se focaliza e faz um histórico desde o início do impresso nas revistas até os dias atuais, contando curiosidades das revistas que mais fizeram sucesso no Mundo, no entanto, deixa a desejar em critérios técnicos como métodos de escrita e particularidades mais centradas do mundo das revistas.  

            Indicado para estudantes de comunicação e também para leitores curiosos, deixa claro que revistas podem ser usadas como ferramentas a serviço da educação e do entretenimento, antes de tudo, definidas pelo seu leitor.


Alunos da faculdade UNIRP se protegem contra a Gripe Suína

No inicio das aulas do segundo semestre de 2009 vários alunos foram vistos usando mascaras na faculdade para se proteger contra a gripe suína. Por ser um meio de transmissão da doença o bebedouro também está sendo evitado, os alunos preferem comprar ou trazer de casa a água para o próprio consumo. O ar-condicionado faz questão de colaborar e permanece desligado durante as aulas rs.

As alunas Bárbara e Karen também usam mascaras para se proteger. Medidas eficazes para a prevenção foram adotadas por todos na unidade de ensino. “Aprendi a gostar do álcool gel” afirma Bárbara estudante de moda. Karen do mesmo período afirma que não precisou mudar de hábitos e diz que sempre foi uma pessoa higiênica.

Cláudia do 4 período de Jornalismo para se proteger prefere manter distância dos colegas durante os bate papos do intervalo “tenho medo da gripe suína, não por mim, mas pelos meus filhos e parentes próximos, procuro lavar sempre as mãos e estar em dia com a higiene”. 

Várias hipóteses sobre a gripe foram cogitadas, mas nenhuma delas houve tanta sinceridade como a de Giovanna Assef de jornalismo “Acho que a gripe é um sinal dos fins dos tempos, está na bíblia. Chegando o fim aparecerão doenças bravas e pragas que ninguém saberá de onde vem”.

Lembrando: está comprovado cientificamente que não há qualquer risco de contaminação através da alimentação de carnes suínas cozidas. Aproveite e se delicia com uma pururuca sem medo.

Na presença de algum sintoma intenço de gripe procure a UBS mais proxima.


“O meio é a mensagem: a globalização da mídia” de Cláudio Camargo

O capítulo “O meio é a mensagem: a globalização da mídia” de Cláudio Camargo, trás a tona a questão da “aldeia global” de McLuhan, este por si, escreveu que a televisão poderia conduzir o mundo para o que ele chamou de aldeia global. Nela uma pessoa pode se comunicar com qualquer outra que viva em qualquer parte do planeta.

            A provocativa expressão “o meio é a mensagem” pertence a McLuhan. E afirma que os meios de comunicação são na realidade um elemento determinante na comunicação. O falecimento de McLuhan 15 anos antes da existência da internet é lamentável, no entanto, pode ser considerado o profeta do mundo da atual realidade cibernética.

            Para Ignácio Ramonet, diretor presidente do Lê Monde Diplomatique “os meios de comunicação se fundem cada vez mais para construir grupos de comunicação de vocação mundial”. Para Ramonet, as três esferas que eram autônomas (cultura de massa, a publicidade e a informação) foram se misturando.

            A “revolução digital” permitiu o surgimento e o avanço da internet, rompendo fronteiras que separavam as formas tradicionais de comunicação: som, a escrita e a imagem. A comunicação então se tornou a indústria pesada de nosso tempo.

            Globalizar sem democratizar:

            O terremoto provocado pela entrada da mídia na era eletrônica no Brasil, manteve sua estrutura concentrada nas mãos de poucos grandes grupos empresariais e familiares.

            No Brasil adotou-se o trusteeship model, no qual o executivo detém o poder de concessão e o setor privado é o seu executor. Assim como uma propriedade cruzada, uma mesma empresa pode possuir jornal diário, rádio, tv aberta e tv por assinatura na mesma localidade.

            Uma agenda agressiva de privatizações o Brasil passou a adotar nos anos 1990. A partir de 1995 as comunicações tornaram-se o paradigma dessa nova política. As mudanças começam com a aprovação, em 1995, da Emenda Constitucional n.8 que quebra o monopólio estatal das telecomunicações.

            Mudanças essas muito impactantes nas empresas tradicionais de jornalismo. Dez grupos familiares, desde os anos 1970, possuíam o monopólio da grande mídia brasileira. Estas famílias, no inicio dos anos 2000, com a queda abrupta da circulação de jornais e de publicidade, viram suas receitas despencarem. Algumas das empresas haviam investido pesado em tv a cabo, dos dez grupos familiares, três perderam suas empresas. Os que conseguiram se manter no comando de suas empresas jornalísticas recorreram obrigatoriamente a aportes de capital externo.

            A Folha e a criação do Universo On Line (UOL)

            O grupo Folha da Manhã realizou uma operação bem complexa com a portuguesa Telecom, cedendo 20% de suas ações, em prol de usar as reservas financeiras do UOL para sanar as dívidas do jornal. Com isso, a empresa fundada por Octavio Frias de Oliveira (em 1996) obteve em 2005 o equivalente a US$ 266 milhões.

            Em 1996 o Universo On Line foi fundido com o Brasil Online do grupo Abril em setembro. Desde então se tornou o líder dentre os grandes portais da internet na primeira década do milênio.

            Novas mídias, velha política  

            As privatizações garantiram a transferência do controle de grande parte do patrimônio publico (empresas como Embratel, Vale do Rio Doce, Embraer) em nome da modernidade e da eficiência econômica. As irregularidades tiveram pouco destaque nas reportagens cautelosas que foram escritas depois, principalmente as referentes a Vale do Rio Doce e a Embraer. Em suma, FHC contou com o beneplácito da grande imprensa.

            O impasse depois da cruzada

            Até quase o fim do primeiro mandato de Lula, a cobertura da imprensa sobre seu governo manteve-se relativamente objetiva. O episódio “mensalão” atuou como divisor das águas, desencadeado em 2006.

            Um setor dos meios de comunicação de massa “avaliou que havia espaço para declarar uma guerra político-midiática contra a gestão do presidente Lula”. Foi então que a grande imprensa brasileira engajou-se numa das mais violentas cruzada de sua história: uma operação contra o governo Lula.

            Para Luiz Nassif, a campanha contra Lula foi conduzida “com tal dose de agressividade, preconceito e arrogância, que a marcaria indelevelmente dali por diante”. Entretanto, Lula foi reeleito com folga no segundo turno, 60,8% dos votos válidos apesar da campanha feroz contra ele. Há matérias que apontam estatisticamente, que os eleitores hoje são a classe C e D, e caracterizam novos formadores de opinião e novos alvos da mídia.

            O casamento entre reportagem e entretenimento foi outro marco na evolução do jornalismo dos últimos anos. Levando assim, a informação a uma massa alienada e anestesiada.

            A questão que se coloca para o jornalismo do inicio do século XXI é saber como ele sobreviverá dentro das sociedades globalizadas. Talvez seja melhor agir como sugeria o pensador marxista italiano Antonio Gramsci “pessimismo na teoria, otimismo na prática”. A sorte está lançada.


Cérebro

A nossa existência esta condicionada a uma vida cerebral. Legalmente estamos mortos quando esta atividade inexiste. A ética obriga aqueles que por nós são legalmente responsáveis a antecipar-se à parada cardíaca e permitir a extração de todos os nossos órgãos, inclusive do coração. Indivíduos idosos e não passiveis de serem doadores, como os portadores de doença maligna, morrem quando o coração para irreversivelmente. Apenas por dificuldades culturais, não se permite decretar-se a morte como sinônimo de sensação da atividade cerebral.

O povo, na sua indiscutível sabedoria, há muito tempo preconizou tal dubiedade e costuma-se dizer, do individuo com atividade cerebral discutível, manifestada por pouca inteligência ou por ações surpreendentes inesperadas – está morto, só precisa ser enterrado. Mais do que o fator que limita a nossa existência, a atividade cerebral é a única razão na nossa existência.

É bem verdade que nós agimos, a partir de uma determinada fase do nosso desenvolvimento como autômatos, verdadeiros robôs. A vida se tornaria extremamente cansativa e insuportável se nós tivéssemos que refletir a cada momento que volume de água deveríamos beber, se devemos ou não cumprimentar alguém ou se devemos movimentar a perna direita ou à esquerda para dar um passo.

Vivemos uma grande parte da vida de modo alienado, regido por condicionamentos sociais e alguns por nos mesmos adquiridos. Causa sempre estranheza, viajando de ônibus ou de trem, observar que o passageiro ao seu lado faz o sinal da cruz sempre que passa em frente a uma igreja. Não é diferente a estranheza de pessoas mais idosas de ver uma jovem dos dias de hoje com a barriga exposta, um piercing cravado no umbigo e uma tatuagem na nádega, exposta numa saia propositadamente com cintura baixa.

Tudo que fazemos nem sempre é fruto de uma atividade cortical, ou seja, oriunda do lobo frontal onde se organizam os nossos pensamentos. Temos uma série de automatismos cerebrais não corticais e medulares. Os psicanalistas costumam dividir atividade intelectual como consciente e inconsciente. O termo subconsciente é impróprio, pois o prefixo sub implica num conceito de inferioridade hierarquia ou espacial. O inconsciente existe lado a lado com o consciente e é o maior mundo já descoberto. O nosso inconsciente é muito maior que o nosso consciente.

            Vivendo-se em sociedade, o nosso consciente se assemelha muito ao do outro, pois somos regidos por um código acertado como o mais adequado a nossa coexistência. O nosso inconsciente, segundo Jung é muito mais coletivo que o próprio consciente, pois, nele trazemos códigos arquivados desde a mais remota existência, os arquétipos.

            O exemplo mais evidente do conceito de Jung é o incesto, tribos primitivas sem nenhum contato ou informação da civilização pós Adanica (depois de Adão) não aceitam relações sexuais entre pais e filhos e entre irmãos.

            Graças ao cérebro, sentimos pelo tato, as formas e a textura das coisas, o quente e o frio, a dor e o prazer. Aprendemos a distinguir coisas pelo odor emanado, do fétido dos pântanos a flagrância das flores. Reconhecemos o belo e o amigo pela visão. Escutamos o canto dos pássaros e os gemidos da dor. Nós agimos em direção ao bem ou fugimos do mal. Nós crescemos e cresceremos mais se mais afeto tiver-mos. Fisicamente em estatura, e emocionalmente em ternura.  Nós sorrimos nas venturas e choramos nas desgraças. Nós mantemos o nosso corpo em plena atividade, ingerindo os alimentos, os absorvendo, os transformando em energia e nos livrando dos resíduos tóxicos. Nós modificamos o mundo com o nosso trabalho.

Antes de sapiens nós somos homofaber. O trabalho é inerente ao homem tanto quanto é sua capacidade de pensar. Não procede dizer que vivemos apenas uma vida. Vivemos quantas vidas quisermos graças a nossa memória que nos trás a cada momento um passado que hoje é visto com pensamento amadurecido com os anos vividos. Pela leitura vivemos a vida de outros e vivemos a vida de outros povos e de outras eras.

O cérebro é a estrutura mais plástica do mundo. Por plasticidade se entenda a capacidade de se modificar em forma e instrutura pelas influências externas. O cérebro se distingue de todas as outras coisas, por poder ser moldado pelas próprias experiências nele arquivadas. Independente sequer da nossa consciência o cérebro estabelece conexões, entre experiência que muitas vezes ultrapassa as possibilidades das nossas percepções.

De todas as atividades cerebrais a mais complexa é o campo das emoções. Tão variadas. Tão pessoais tão surpreendentes elas são, que o seu domínio está além da capacidade da mente mais esperta. O premio Nobel sugere a conservação de espermatozóides de inteligências privilegiadas para melhorar a espécie humana. Uma única coisa parece que deve prevalecer em todas determinações coletivas – a liberdade de escolha. Citando um exemplo muito atual, a questão das cotas destinadas a grupos étnicos ou sócio econômicos, poderá em certas pessoas despertar um sentimento de subestima capaz de atormentar uma pessoa por toda sua vida. Parte-se de um pressuposto sem comprovação cientifica. O individuo com curso superior é mais feliz. Uma proposição sem qualquer fundamentação lógica. Em termos de felicidade, a única coisa que sabemos é ser mais facilmente conquistado quanto menos amarras em nós são colocadas. Sejam de caráter afetivo, moral, político ou social.    

Uma primeira analise fui totalmente favorável à concessão de cotas a grupos menos privilegiados, refletindo mais profundamente e ouvido depoimento dos próprios potencialmente beneficiados, conclui que antes de um direito, deve ser apenas, e tão somente uma alternativa. Em vez de cotas deveria haver um esforço coletivo no sentido de que o conhecimento seja mais acessível a todos, não obrigatoriamente institucionalizado, antes estimulado, e até premiado, pois, aprendi que em qualquer idade o ser humano é capaz de estabelecer novas sinapses (conexões nervosas), ou seja, enriquecer o seu arquivo de experiências e conhecimento.

Mais do que a forma física, ou a saúde orgânica, o conhecimento permite envelhecer mais rico e mais proveitoso. Talvez aos 70 anos, quem jamais conseguiu caracterizar a expressão do sorriso de Monalisa consiga, até mesmo para o seu próprio deleite uma explicação para este grande enigma. Já se disse que o importante não é ler muitos livros, vale mais ler bons livros várias vezes. Dom Quixote para um adolescente pode se revestir de algo picaresco. Anos mais tarde ele assumirá a figura que traduz toda nossa revolta perante um mundo que se torna cada vez mais violento e nos alivia da frustração que temos vivido tentando destruir os moinhos de vento da injustiça e da desigualdade social.

O conhecimento do cérebro apreendendo a sua permanente dinâmica nos faz mais seguros de não hesitar-mos em mudar as nossas opiniões. Alguém já disse – Não há escravidão pior que ser subordinado hás suas próprias convicções.

Já li toda obra de Nietzsche e tenho enorme fascínio pelas suas propostas e reflexões. Espero ler novamente numa idade mais avançada e confrontarei com as anotações que tenho deixado registrado para saber se cresci ou não. As minhas concordâncias e discordes com pensamento Nietzschiano não devem permanecer os mesmos. Espero que não. Por mais verdadeiros que eles possam ser, todas as verdades como sabemos, são transitórias.


Propaganda subliminar multimídia – Flávio Calazans

Vivemos em um ambiente subliminar em que os consumidores são vítimas de um processo quase incontrolável, estes, são bombardeados diariamente pela propaganda subliminar capitalista.

O livro “Propaganda subliminar multimídia”, de Flávio Calazans, produzido pela Summus editorial de 1992, aborda as tecnologias de manipulação subliminar que são, ou um dia já foram utilizadas pelos meios de comunicação de massa em todo o mundo. Calazans ensina a identificar essas tecnologias para que o consumidor e o cidadão possam ter uma autodefesa eficiente acerca da subliminariedade.

O autor deixa claro que a propaganda subliminar, transmitida repetidas vezes fala diretamente ao inconsciente do público, influenciando as escolhas, atitudes e motiva a tomada de decisões, assim age em forma de manipulação do comportamento, ferindo a ética e a cidadania.

Como a leitura consciente do subliminar, por parte do receptor, não é obtida de imediato, o intuito do livro era o de conscientizar a população. Calazans então usa de argumentação científica e prova que a propaganda subliminar existe e é usada fortemente nos meios de comunicação.

A meu ver, de interesse público, o livro caracteriza uma ótima referência para profissionais e estudantes de comunicação, psicologia, sociologia e, curiosos, pois sana a curiosidade sobre a propaganda subliminar e traz novos conhecimentos sobre a questão.