Arquivo do mês: setembro 2009

O termo Favela

Favela segundo os critérios do IBGE para cadastramento demográfico é um agrupamento de mais de 51 casas em terreno público (invasão ou de terceiros) principalmente de espólios (legado da família briga entre herdeiros) no curso de demanda judicial. Estas casas não possuem abastecimento regular de energia elétrica, água e de drenagem de esgoto, coleta de lixo. No entanto já existem núcleos em favelas em todo o Brasil, onde tais serviços estão presentes, e até mesmo, terrenos adquiridos com matricula de propriedade.

O termo favela, origina-se, no Morro da Providencia no Rio de Janeiro, onde o governo Republicano em 1897 prometeu construir casas para os ex combatentes militares da guerra de canudos. A palavra favela, tem dois significados segundo diferentes autores. O primeiro é que favela seria o nome de uma localidade do interior da Bahia onde estes soldados haviam acampado para combater os guerrilheiros de Antonio Conselheiro. Para outros deriva do nome de uma árvore, favela, comum no recôncavo Baiano, em cujas sombras os soldados descansavam e se abrigavam do sol.

Seja como for o termo favela foi originariamente dado ao conjunto de cabanas e barracos construídos no Morro da Providencia que fica bem no Centro do Rio de Janeiro, as margens do Cais do Porto. Sendo seus habitantes, na sua maioria, nordestinos e negros. A favela do Morro da Providencia tornou-se um centro de preservação das raízes culturais do país.


O muro da vergonha

A favela inicialmente se formou por uma absoluta falta de residências. Hoje a favela não é uma conseqüência apenas, da falta de residência. É muito mais o resultado de uma concentração injusta de renda de tal forma, que o trabalhador que ganha um salário mínimo ou pouco mais, não tem condições de fazer face ao custo da cidadania: impostos, luz, gás, telefone alem do sustento da família.

Além deste fator, que é o primordial, a favela tornou-se o habitat feito sob medida para as atividades ilegais, como o trafico de drogas, o jogo clandestino, a exploração sexual e o crime organizado. Cercar uma favela é dar concretude a um fato sociológico indiscutível, ou seja, a exclusão social explicita.

Dois muros separam a classe social dos que tem mais do que deveriam ter, daqueles que tem muito menos do que merecem ter. O primeiro muro são as cercas elétricas, câmaras de vigilância, guardas armados e muros que em nada diferem dos antigos fossos que protegiam a nobreza nos castelos medievais. O segundo muro, em torno da favela é a prisão preventiva dos bárbaros, dos favelados, tratados por uma sociedade cruel como se fossem bárbaros impedidos de entrar nas cidadelas pelos fortes e muralhas.

 No entanto em algumas situações, onde existe um programa de desfavelamento, o muro visa impedir novos assentamentos o que dificultaria a recuperação social da comunidade em foco. Existe também, em muitas situações a necessidade de se evitar novas construções, que destruiriam a vegetação que é o grande guardião da erosão e conseqüentes desabamentos e deslizamentos de terra com vitimas e mais vitimas causadas por intempéries e o inevitável assoreamento de rios e mananciais.  

Favela é uma doença social e, como e qualquer enfermidade, a prevenção é mais eficiente e mais eficaz do que qualquer remédio, que se transforma em muro de lamentações contra uma distribuição perversa das riquezas. O pior muro não é o de concreto ou tijolo, mas o divisor inclemente que separa ricos de excluídos que é construído dia-dia por uma legislação ditada pelos interesses das elites e por um governo, apoiado igualmente pelas mesmas elites e por uma justiça, que é sega na acepção popular do termo – o pior sego é aquele que não quer ver. Este muro político, jurídico e econômico deve ser derrubado.


Medo de engordar

Na atualidade o medo de engordar é pavoroso.  Especialmente as mulheres são assombradas por esse mal. Elas se sentem ameaçadas o tempo todo. Em uma festa, por exemplo, um passeio, um almoço em família ou um encontro com os amigos na lanchonete. Pessoas que possuem compromisso com a beleza física geralmente sofrem muito, costumam passar fome, fazem dietas severas e até se automedicam com remédios perigosos. Tudo é motivo de risco e sofrimento.

Devido a persistente valorização da aparência física pela mídia, ser gordo hoje, é não estar ancorado à margem dos prazeres da vida.”As pessoas não entendem que materializamos aquilo que somos. O próprio  jogador Ronaldo fez uma lipoaspiração depois de ser chamado de gordo pela mídia”  afirma Eliana Cruz, empresaria.

Para Giovanna Assef, estudante de Jornalismo “Não valeria a pena passar uma vida de lastimas para ser algo que não somos, o valor das pessoas está dentro e não fora.”

Muitas mulheres se prendem ao fumo por medo de ganhar peso. Doenças como anorexia, bulimia e anemia são típicas deste comportamento de aversão a comida. “O medo de engordar traz uma preocupação excessiva pelo corpo ou por algumas de suas partes, pode chegar a ser altamente perturbador, causar grande transtorno emocional e intervir na vida diária.” Explica o psiquiatra Dr. Carlos Barros

“O medo de engordar é muito mais que o medo medido na balança. Faz parte de um sistema emocional que afeta todos os aspectos da vida, reais e fantasiosos.” Diz o psiquiatra.

O medo de engordar é um medo real que precisa ser enfrentado. O indicado é procurar orientação médica, fazer uma reeducação alimentar, balancear os alimentos, ingerir a quantidade adequada ao seu corpo e praticar exercícios físicos sem exagero.

Essa nova maneira de alimentar-se e de viver, precisa ser bem estudada, só assim será possível vencer o medo de engordar e evitar a bulimia ou comportamentos de anorexia.


A era do rádio!

O rádio no mundo foi criado a partir de dois importantes meios de comunicação: o telégrafo e o telefone. Assim como esses dois meios, o rádio também surgiu com a necessidade de comunicação a distância, entretanto o rádio possuía uma qualidade a mais, sua mensagem é unidirecional e pública, a mesma mensagem é enviada para milhares de pessoas. Guglielmo Marconi em 1901 pesquisava a comunicação a distância e conseguiu uma façanha incrível, realizou a primeira transmissão de telégrafo através do Atlântico e funda a sociedade: Marconi Company. O rádio surgiu com estes experimentos de técnicas de comunicação a distância, porém sem a privacidade que o telefone obtinha, assim em alguns momentos foi apontado mais como um defeito do que como uma virtude.

O norte-americano Edwin Howard Armstrong não gostava das várias interferências e estava insatisfeito com a qualidade das rádios AM e em 1912 inventou o primeiro transmissor de freqüência modulada, a rádio FM, esta que a fidelidade do som era muito maior porém com menor alcance.

Voltado somente para coberturas jornalísticas, nos EUA, em 1920, surge a primeira emissora radiofônica, a KDKA. Foi no ano de 1922 nos EUA que o sucesso imediato do rádio foi obtido, em proporções enormes se estendendo a outros países, principalmente o Brasil.

Bristsh Marconi aliado a outros empresários, em 1922 cria a Bristsh Broadcasting Company, surge então a BBC surge então na Grã-Bretanha uma forma de fazer rádio diferente da forma norte-americana.

Em 07 de setembro de 1922 ocorreu a primeira demonstração pública da radiodifusão sonora no Brasil. Para que o som fosse captado em diversos pontos da sociedade carioca, foram colocados 80 receptores em pontos estratégicos, estes receptores faziam parte, dos vários equipamentos importados especialmente para este evento discursivo do presidente da Epitácio Pessoa, em comemoração ao centenário da independência.

Em 20 de abril de 1923 é fundada a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que mais tarde, transformada pelo governo passa a se chamar Rádio Ministério da Educação. Esta rádio em questão teve como seus fundadores principais o cientista e professor Edgar Roquette-Pinto e o diretor do observatório do Rio de Janeiro Henrique Moritze. A primeira transmissão da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro deu-se 28 anos após as primeiras transmissões feitas por Marconi. Criou-se o termo rádio clube, os ouvintes associados contribuíam com mensalidades referentes a custos operacionais e de manutenção. Era voltada a cultura sem fins comerciais. A partir de então, o Brasil passa a estar definitivamente na era do rádio.

“Pierre Albert e André Jean Tudesq registraram que, em 1925, já existiam transmissões regulares em 19 países europeus, na Austrália, no Japão e na Argentina. A estes países, pode-se acrescentar o Brasil, onde as primeiras emissões regulares datam de 1923” (FARRARETO, 2001, p.92).

O programa a voz do Brasil nasce então na década de 30, criado pelo presidente Getulio Vargas com o intuito de comunicar a todos sobre a decretação do Estado Novo. O presidente pela primeira vez usou o rádio como um meio de comunicação de massa.

Meio que por acaso surgiu a rádiofusão, quando instalou-se uma grande antena no pátio da fábrica para transmitir música, assim comercializavam os aparelhos encalhados (grande estoque de aparelhos fabricados para as tropas da Primeira Guerra Mundial e que sobraram) para os habitantes do bairro.

Nos anos 50, mesmo com o surgimento e valorização da televisão o rádio continua firme e sendo o veiculo de comunicação mais acessível pela grande maioria da população.

O professor Roquette-Pinto definiu o meio de comunicação como: “o rádio é o jornal de quem não sabe ler; é o mestre de quem não pode ir a escola; é o divertimento gratuito do pobre; é o animador de novas esperanças; o consolador do enfermo; o guia dos sãos; desde que o realizem com espírito altruísta e elevado”. Nas palavras de Roquette-Pinto fica então claro a enorme importância que o rádio assumiu e assume ainda hoje em nossas vidas, não apenas como um simples meio de comunicação mas também como um amigo para todas as horas, aquele amigo que nunca deixamos de ouvir.