Coquetel de lançamento do livro de Wilson Gasino – Editor-chefe do BOM DIA

Quinta passada o editor-chefe do jornal BOM DIA Rio Preto, Wilson Gasino, autografou seu livro “O Reino Místico dos Pinheirais” na livraria Saraiva do Rio Preto Shopping. Em clima de cultura e interação social os presentes se deliciaram com um divino coquetel regado a finesse do salmão, além de uma sobremesa deliciosa composta por morangos e suspiros. Para completar a ocasião de lançamento cultural nada melhor que aquela música clássica (dos deuses) ao vivo. Presenças ilustres, autógrafos, salmão, saxofone, chique é pouco.

Livro “O Reino Místico dos Pinheirais” de Wilson Gasino adquira o seu em http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/4055813/o-reino-mistico-dos-pinheirais/?PAC_ID=122420

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Ana Cristina Jalles Guimarães e Jéssica Cegarra

Autógrafo

Wilson Gasino, Fátima Cruz e Jéssica Cegarra

Wilson Gasino e Daniela Ciencia

A influência das novas tecnologias no jornalismo

O desenvolvimento excepcional dos meios de comunicação e das novas tecnologias se tornou papel relevante na vida profissional de todos os jornalistas de todo o mundo.

Entende-se que “A Internet, enquanto nova esfera da opinião pública (à escala global), permite a democratização da difusão de comunicação.” (TRAVASSOS, 2008). Por meio da internet há a possibilidade da utilização instantânea de aparelhos como uso da câmera digital portátil, o celular e o netbook para a produção e veiculação de alguma noticia com sucesso para qualquer lugar existente.

A mobilidade da miniaturização da tecnologia, perante os celulares e afins, permitiu certamente a individualização dos processos de comunicação.  Esta desmedida revolução tecnológica que abrevia e multiplica o tempo dos repórteres em detrimento das noticias, facilita atividades que antes tomavam muito tempo. Da maneira rápida, atualmente se pode transmitir uma matéria fresquinha em mobilidade recorde, proporcionando assim maior acesso a noticia por parte do leitor internauta, no caso de mídias digitais.

O jornalista em eras digitais tornou-se o ser completo, aquele que enxerga a pauta, fotografa o ocorrido, pesquisa onde está, edita e publica a noticia num piscar de olhos; tudo isso em apenas um único profissional. O jornalista hoje, nada mais é que um repórter móvel, que tem capacidade de absorver e se auto aplicar vários fatores que antes (ou ainda) podem ser distribuídos por editores e pauteiros. Para Carrato:

“os novos tempos nos obrigam a contribuir para a formação do chamado jornalismo pleno. Vale dizer: o profissional capaz de trabalhar várias mídias e linguagens (CARRATO, 1998, p.26) apud (VICCHIATTI, 2005, p. 51)

 Com o surgimento das novas tecnologias, também ampliou-se a perspicácia da pesquisa e produção da informação; desse modo, sem sair da redação o repórter pode apurar, pesquisar e retirar informações para uma determinada matéria em especifico. O jornalista também pôde se transformar num profissional multitarefa, pois, as necessidades do mercado fizeram com que ele sofresse o impacto da nova rotina produtiva, e se aperfeiçoa-se nessa nova empreitada tecnológica, onde jornalismo, tecnologias móveis e mobilidade fazem uma combinação excelente.

Esta nova empreitada sofre de transformações contínuas, o jornalista neste tempo de tecnologias renovadoras deve sofrer uma permanente reciclagem, de maneira atualizadora do jornalismo profissional constante. Além do domínio das ferramentas tecnológicas, é indispensável que o bom jornalista tenha a capacidade de elaborar pensamentos de cunho críticos consistentes, este requisito fará a diferença entre o profissional de jornalismo de credibilidade e o ser comum especulador e distribuidor de informação.

 

“[...] todas estas inovações tecnológicas geram condições infinitamente superiores para a qualidade do trabalho do jornalista, mas, ao mesmo tempo, exigem, pelo dinamismo, velocidade e diversidade de sua evolução, uma permanente reciclagem atualizadora do jornalismo profissional, principalmente sob o ponto de vista estético e ético.” (VICCHIATTI, 2005, p. 98)

 

O surgimento das novas tecnologias fez com que as mídias tradicionais percebessem a importância do investimento relacionado à atualização das tecnologias existentes e usadas até então, para acompanhar plenamente a ritmo das transformações dos novos modelos comunicacionais.

Estas novas tecnologias que passaram a ser investidas no ramo jornalístico são capazes de proporcionar resultados e condições extraordinariamente melhores para a qualidade e potencial do trabalho jornalístico. Pois uma nova tecnologia sempre amplia o potencial do jornalismo, além de ser um ponto determinante na proximidade com o publico.

O desenvolvimento digital caminha a passos largos em direção a mídia. Suspeita-se de um possível receio do jornalismo impresso em relação a toda essa modernidade surgida em direção ao fortalecimento do jornalismo na internet. Entende-se que a morte do jornal impresso não estará por perto a menos que ele não domine a plataforma da nova mídia. Segundo Rosa, nos próximos anos é possível que ocorra alguma mudança no setor impresso do jornalismo, tais como a: “a reinvenção do impresso, dos títulos mais tradicionais aos mais recentes, incluindo os populares e as mudanças estratégicas para o meio digital frente aos desafios técnicos e editoriais” (ROSA, 2007)

Em relação a isto, Costa também nos dá sua colaboração mais que importante quando afirma sobre os receios dos meios de comunicação em relação a alguma novidade bombástica ocorrida nos setores midiáticos, com humor ele revela o que muitas vezes não conseguimos enxergar, ele afirma: “A internet iria matar a indústria do jornal e da revista. No entanto, o jornal não matou o livro, a televisão não matou o rádio, o DVD não matou o cinema.” (COSTA, 2006, p. 21)

A interatividade provinda das novas tecnologias:

Com o surgimento das novas tecnologias surgiu-se também o que chamamos de interatividade relacionada ao internauta. Esta interatividade proporciona uma maior participação do público, em termos de noticias, o internauta munido das ferramentas modernas e tecnológicas também pode fazer o papel do jornalista como difusor de conhecimento. O que fará a diferença entre a publicação do jornalista formado e o simples internauta caseiro é a qualidade, credibilidade, confiança e reputação do emissor e, por conseguinte, da matéria veiculada.

No caso do internauta caseiro, há a possibilidade de publicação de matérias para as audiências de nicho dos blogs individuais, ou até mesmo exposição local, regional, nacional e em alguns casos até mundial. Dessa forma, as novas tecnologias dificultaram a seriedade das noticias, pois dessa maneira, o publico já não é mais somente passivo, ele agora pode veicular as noticias que presencia. Para Costa “O público não precisa mais ser passivo. Deixou de ser mero espectador, de ser destinatário. Participa.” (COSTA, 2006, p. 29)

A interatividade e participação do internauta/leitor caracterizam características de como as novas tecnologias influenciam o modo de se fazer jornalismo hoje em dia. Agora mais do que nunca o jornalista tem a necessidade de proporcionar a segura credibilidade ao leitor.

O jornalista profissional para não ficar na mão em tempos modernos de novas tecnologias deverá utilizar com todos os métodos cabíveis e éticos para fazer funcionar o motor propulsor das informações jornalísticas, de maneira clara e objetiva, com excesso de fontes e alto grau de credibilidade entre o público.

 

BIBLIOGRAFIA:

COSTA, Caio Túlio. Por que a nova mídia é revolucionária. LÍBERO – Ano IX – nº 18 – Dez, 2006. Disponível em: http://revcom2.portcom.intercom.org.br/index.php/libero/article/viewDownloadInterstitial/4618/4344 Acesso em: 09/06/2011

MOREIRA, Oldemiro. Novas tecnologias, jornalismo e a mudança de paradigma. Disponível em http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=25066&idSeccao=527&Action=noticia Acesso em 09/06/2011

ROSA, Leonardo Siqueira da. HIPERTEXTO, Um novo cenário para a comunicação, 2007. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/um-novo-cenario-para-a-comunicacao Acesso em: 09/06/2011

TRAVASSOS, Érika. O jornalismo e as novas tecnologias. Revista eletrônica Temática. Disponível em: http://www.insite.pro.br/2008/24.pdf Acesso em 09/06/2011

VICCHIATTI, Carlos Alberto. Jornalismo: comunicação, literatura e compromisso social. São Paulo. Paulus. 2005.

Análise do capítulo A Jornada de um Serendipitoso do livro Fama e Anonimato de Gay Talese

Este trabalho busca analisar o capítulo A Jornada de um Serendipitoso do livro Fama e Anonimato (escrito no início dos anos 60 e lançado no Brasil em 1973) do jornalista norte-americano Gay Talese. Esta breve analise será composta a partir das observações da possível ocorrência de marcas de subjetividade do autor, contidas no texto. Também serão elucidadas as marcas de temporalidade dos relatos demonstradas por Talese, além de tomar como foco principal as características da literaturidade que o texto apresenta.

O livro Fama e Anonimato faz parte de uma nova faze do jornalismo mundial, denominada de “new jornalism”. Por meio desta nova concepção de jornalismo, Gay Talese consegue despertar interesse e conseguir capturar a atenção dos leitores logo nas primeiras linhas do texto. Trata-se de uma reportagem aludida pela literatura, no qual são retratadas características da literatura sobre fatos reais, de forma precisa, sem deixar o fato e a informação jornalística de lado. Como resultado temos a descrição e o foco em terceira pessoa, de modo a proporcionar uma leitura que desperta a atenção e que possuí a qualidade de prender o leitor, não só pelos dados curiosos, mas por todo contexto que apresenta. Conceitua-se que:

“os limites que separam o jornalismo da literatura estão sendo transpostos em busca de uma narrativa esteticamente mais competente. Essa transposição surge do fato de alguns jornalistas ao não se contentarem em seguir os esquematismos de fórmulas rígidas de construção de narrativa jornalística, procurarem lançar um olhar inquieto às determinações de regras fechadas e buscarem enunciações atrativas com competência técnico-artística.” (VICCHIATTI, 2005, p. 83)

Chamamos aqui de “literárias” estas enunciações atrativas com competência técnico-artística citadas por Vicchiatti. Este new jornalismo em questão modificou a linguagem jornalística, fazendo com que ela, de maneira excepcional se assemelhe a  literatura ficcional. Por conseguinte, Talese faz com que suas reportagens sejam lidas de modo semelhante a um conto, onde o leitor se sente inserido na história. Nesta nova linguagem new jornalística, autor passa então a “descrever a realidade tão detalhada e fielmente quanto possível, conferindo a tal descrição um tratamento até então destinado ao romance ou ao conto.” (VICCHIATTI, 2005, p. 86). Nas palavras do próprio autor:

“Tento absorver todo o cenário, o diálogo, a atmosfera, a tensão, o drama, o conflito e então escrevo tudo do ponto de vista de quem estou focalizando, revelando inclusive, sempre que possível, o que os indivíduos pensam no momento que descrevo”. (Talese em Novo Jornalismo, 2000) apud (ABREU, Allan. New Journalism: A Experiência literária no jornalismo. Disponível em: <http://criticaecompanhia.com/allan.htm> Acesso em: 01/06/2011)

Noblat no livro A arte de fazer um jornal diário dá um conselho ao leitor jornalista: “Escrevam uma notícia ou uma reportagem como se contassem uma história a um amigo.” (NOBLAT, 2008, p. 82). Talese como ótimo observador e ouvinte por excelência seguiu a risca este principio de forma a caracterizar com precisão como é efetuada a presença da participação ativa do narrador. Nas palavras de Talese percebe-se que o uso do ponto de vista, no qual se descreve a cena através de um determinado ângulo, é um dos principais fatores da modalidade do new jornalism utilizada por ele.

A Jornada de um Serendipitoso, como produto de jornalismo, caracteriza a matéria fria e não factual. Nela existe a “costura” do texto, cena a cena, no qual um assunto puxa o outro. Trata-se de uma obra que não se acaba após uma leitura de cada relato ou noticia, pode-se lê-la em qualquer momento, é atemporal. Escrita no inicio dos anos 60 permanece válida aos dias de hoje. No capítulo, há um trecho interessante, em que se refere a uma determinada noticia (que não vem ao caso especifica-la) relatada:

“Os jornais que noticiaram o sensacional caso tinham servido para embrulhar lixo fazia tempo, e estavam todos sepultados num aterro sanitário” (TALESE, 2004, p. 56) dessa maneira, Talese nos mostra como o jornalismo diário e factual é efêmero e tem validade. No caso de Talese, o novo jornalismo que ele prega é eterno, ele vira livro, obtém reconhecimento e é duradouro. Sobretudo, não embrulha o lixo no aterro sanitário, mas aquele que efervesce nas mentes de milhares de pessoas, todos os dias pelo mundo.

Talese é um profissional capaz de uma comunicação excessivamente competente. Ele emprega uma articulação narrativa complexa, utilizando de historias de vida, são os casos, que caracterizam as personagens que sofrem a ação da noticia. No capítulo, nota-se que um dos objetivos do autor foi o de retratar a vida subjetiva das personagens. Em relação a isso, Noblat também comparece com outro conselho: “Tudo que puder ser humanizado deverá sê-lo. Não esqueçam que a noticia é uma historia. E que agente gosta de ler histórias sobre gente.” (NOBLAT, 2008, p. 75) ele ainda complementa – “Ponham gente em suas matérias, Gente gosta de ler história de gente. Ponham odores, descrevam ambientes, apeguem-se a detalhes” (NOBLAT, 2008, p. 108). Talese, em concordância com Noblat, expõem, descreve e retrata no livro as observações minuciosas das situações vividas pelos diversos personagens abordados. “Em Nova Yorkvocê encontra todo tipo de gente.” (TALESE, 2004, p. 58) principalmente pessoas com hábitos diferentes.

Em complementação as histórias de vida das pessoas, Talese utiliza em demasia, a própria visão e ponto de vista e avaliação, adjetivos e descrição da personagem por meio de subjetividade. Observe nos trechos abaixo:

“O homem mais alto de Nova York, Edward Carmel, mede dois metros e meio, pesa 215 quilos, come feito um cavalo e mora no Bronx.” (TALESE, 2004, p. 74). Edward Carmel foi avaliado por Talese como o homem mais alto do mundo, em quesitos de avaliação subjetiva, não foi citado nenhuma espécie de feito comprobatório em relação à altura do homem, como exemplo “segundo o Guiness Book”. A altura e o peso retratam padrões de cunho estatístico e descritivo, no caso, peso e altura, não utilizados costumeiramente pelo jornalismo factual tradicional. Comer feito um cavalo transparece a visão individual do autor, alem de uma comparação, trata-se de um adjetivo, disfarçado de pseudo eufemismo, no caso para não chamá-lo de faminto, esfomeado ou então esganado, pois se sabe que “Um cavalo de 545 quilos come num só dia 6,8 quilos de feno e 4,1 quilos de grãos.” (Costumes e mitos. Disponível em: http://www.felipex.com.br/costumes_mitos06.htm> Acesso em: 01/06/2011)

Compreende-se que fica caracterizada a descrição subjetiva e a imensa quantidade de adjetivos do personagem por parte do autor. Alem de abordar o ser humano em diversos contextos, ele utiliza a descrição e o foco em terceira pessoa, para descrever os dados curiosos das personagens que sofrem a ação da noticia:

“Sr. Kyle (…) Ele é um homem baixo e troncudo que anda com os ombros inclinados para trás, tem o queixo protuberante e o rosto quase sempre franzido.” – “Seu estilo é direto; suas palavras, breves e objetivas.” (TALESE, 2004, p. 88)

“Nova York é uma cidade para excêntricos e uma central de pequenas curiosidades.” (TALESE, 2004, p.19)

“John Muhlhan cheira feno e cobra por hora de trabalho; ele é considerado um dos maiores conhecedores de feno para cavalos do país.” (TALESE, 2004, p. 97)

Entende-se que “noticia é todo fato relevante que desperte interesse público.” (NOBLAT, 2008, p. 31). Para Talese esse interesse publico vai muito além dos ideais factuais do dia a dia. Para ele há a intensa valorização da importância das histórias bizarras; por meio delas há o despertar da atenção em relação a leitura. Alem de apresentar marcas do autor, essas histórias prendem o leitor com informações e dados curiosos, algumas vezes trágicos também. “Raphael Torres, furioso porque um ônibus não parou para ele, entrou num Taxi, conseguiu alcançar o motorista do ônibus – e o esfaqueou.” (TALESE, 2004, p. 114). Para Noblat “a noticia esta no curioso, não no comum (…) no drama e na tragédia e não na comédia ou no divertimento.” (NOBLAT, 2008, p. 31). Talese aborda a tragédia e curioso de maneira excelente, de forma fora do comum.

As estatísticas são resultantes de investigações precisas e árduas buscas de dados, pois “Sem investigação não se faz jornalismo de qualidade.” (NOBLAT, 2008, p. 45. Talese investigador de carteirinha, utiliza das estatísticas como um dos principais chamarizes do curioso em seu texto. Basicamente em quase todas as historias elas estão presentes. As estatísticas fazem parte do perfil positivista que compõem um dos viés que proporcionam qualidade a narrativa ou reportagem; além de pressupor credibilidade jornalística. No new jornalism de Talese há o exagero detalhado de informações estatísticas, exemplo:

“Todo dia os nova-iorquinos enxugam 1,74 milhão de litros de cerveja, devoram 1,5 mil toneladas de carne e passam 34 quilômetros de fio dental entre os dentes. Todo dia morrem cerca de 250 pessoas em Nova York, nascem 460, e 150 mil andam pela cidade com olhos de vidro.” (TALESE, 2004, p. 20)

Além de contar histórias e descrever pessoas, a  presença de figuras de linguagem no capítulo analisado, é um dos componentes do new jornalism provindos da literatura. Temos a comparação dentre as mais usadas por Talese. A comparação acontece quando entre dois termos, existe a presença do conectivo como, observe:

“quando chove os edifícios da cidade de certa forma parecem mais limpos – banhados num tom opalino, como uma pintura de Monet.” (TALESE, 2004, p. 29)

“Vê passageiros de pé, pendurados nas alças como quartos de boi no açougue” (TALESE, 2004, p. 43)

Além das figuras de linguagem, o autor também utilizou das funções de linguagem, como por exemplo a função fática ou de contato. Talese retratou bem a utilização da função fática no dia a dia das personagens, e que por conseguinte, também se aplica ao cotidiano das pessoas existentes fora do livro. A função fática da linguagem é aquela em que a personagem emite/diz algo com o intuito de produzir um canal de conversa em prol da certificação do contato estabelecido, na qual possa ser prolongado posteriormente com outro assunto. Os vícios e manias mais comuns da população de função fática são em relação ao tempo. Talese já diz “grande cidade da Conversa Sobre o Clima.” (TALESE, 2004, p.53). O autor, ciente do fato, não perde tempo em fazer transparecer um ar demasiadamente cômico em relação ao tempo e a função fática quando afirma que:

“Aconteceu uma coisa inesperada às 14h49 do dia 12 de maio, uma quarta-feira, numa grande área de Manhattan: faltou luz e, em muitos bairros, a escuridão cobriu tudo, os religiosos pararam, a cerveja esquentou, a manteiga amoleceu e as pessoas ficaram conversando agradavelmente à luz de velas em salas sem televisão. Foi uma beleza. As pessoas tinham uma coisa diferente para comentar (…) Só os cegos continuaram sua rotina normalmente.” (TALESE, 2004, p. 53)

Talese alem de zombar comicamente da função fática, enfatiza como será divertido haver um canal e ponte de comunicação diferentes após o ocorrido. Desta vez (menos para os cegos) não será o tempo o canal, mas sim a falta de luz que amoleceu a manteiga e esquentou a cerveja da população.

Independente do estilo de jornalismo a ser seguido, a formação do jornalista é projetada a partir da percepção do papel singular de produtor de conhecimento e de cultura que ele representa. Pois o jornalista nasceu “Para informar as pessoas. Também para instuí-las e diverti-las.” (NOBLAT, 2008, p. 12). Nesse sentido, Talese também utiliza o new jornalism com o intuito da informação e instrução, por exemplo, quando cita o papel histórico formado pela ponte George Washington:

 “Pouca gente sabe que a ponte foi construída numa área onde os índios costumavam passar, onde se travavam batalhas e onde, durante os primeiros tempos da colônia, piratas foram enforcados às margens do rio, para servir de advertência a outros marujos imprudentes.” (TALESE, 2004, p. 33)

O bom jornalista “Ao contrario daqueles macaquinhos chineses, eles têm de ver, ouvir e contar – de preferência contar bem, em texto de qualidade.” (DANTAS, 2004, p. 10). É o que faz direitinho Talese, observador por excelência, faria milhares de porteiros nova yorkinos morrerem de inveja dos seus textos de qualidade provindos de observações minuciosas e precisas, e o melhor, mega profissionais. Talese afirma que “Em geral os porteiros [...] constituem um grupo de obsequiosos e articulados diplomatas de calçada” (TALESE, 2004, p.27). E complementa:

O porteiro do Sardi’s ouve os comentários dos espectadores das estréias, que passam pelo bar depois do ultimo ato. Ele ouve de perto. Atentamente. Dez minutos depois de cair o pano, ele é capaz de dizer quais espetáculos serão um fracasso e quais serão um sucesso.” (TALESE, 2004, p. 20)

 

O jornalista, ciente do real papel singular de produtor de conhecimento que representa, tem a obrigação de divulgar a informação preciosa, aquela que o leitor não sabia ou não parou pra ver, além de fazê-lo pensar em coisas que não tinha pensado (ou não tinha pensado naqueles termos). Isto é jornalismo. E isto também é new jornalism. Para tal façanha, o new jornalism necessita de grande parcela de imaginação por parte do jornalista, pois “Imaginação é a palavra-chave. Sem ela, o jornalismo não enxerga além do fato.” (NOBLAT, 2008, p.78). É importante obter alta qualidade da “visão jornalistica”, aquela dotada de um olhar que foge aos lugares-comuns. Em suma “Tudo deve ser observado. E o relevante, publicado.” (NOBLAT, 2008, p. 70).

“Bem – aventurados serão aqueles que repensarem seu conteúdo para acompanhar as transformações do mundo onde operam a capturar novos leitores.” (NOBLAT, 2008, p. 26). Talese pode ser caracterizado como um bem aventurado neste sentido, pois é um dos pioneiros neste ramo de jornalismo literário. Além de capturar novos leitores para a modalidade jornalística diariamente, Talese utiliza de arte manhas literárias para uma construção da nova narrativa do jornalismo, podemos citar o fato de contar histórias, descrever pessoas, a atemporalidade, as figuras e funções da linguagem, a subjetividade, a adjetivação e o detalhamento da ambientação e de perspectiva (próximo ao conto) etc. Observa-se que o importante é sempre dar “ênfase na batalha por um jornalismo (…) mais preocupado em provocar perspectivas no leitor.” (PIZA, 2009, p. 09).

Sem sombra de dúvidas, o livro fama e anonimato “É literatura da melhor e reportagem da melhor.” (DANTAS, 2004, p. 13)

 

Referências bibliográficas:

DANTAS, Audálio. Repórteres. São Paulo. Senac. 2004.

NOBLAT, Ricardo. A arte de fazer um jornal diário. São Paulo. Editora Contexto. 2008.

PIZA, Daniel. Jornalismo cultural. São Paulo. 2009.

TALESE, Gay. Fama e anonimato. São Paulo. Cia das letras. 2004.

VICCHIATTI, Carlos Alberto. Jornalismo: comunicação, literatura e compromisso social. São Paulo. Paulus. 2005.

Documentos eletrônicos:

ABREU, Allan. New Journalism: A Experiência literária no jornalismo. Disponível em: <http://criticaecompanhia.com/allan.htm> Acesso em: 01/06/2011

Costumes e mitos. Disponível em: http://www.felipex.com.br/costumes_mitos06.htm> Acesso em: 01/06/2011

Comunicação verbal e não verbal e o impacto causado na comunicação interna.

A comunicação é composta de uma mensagem a ser transmitida do emissor para o receptor. A mensagem pode ser ou não verbal. O receptor interno deve compreender e executar a mensagem, de maneira não omissa e da melhor forma possível para que não haja falhas.

Temos como comunicação verbal o uso da linguagem escrita ou falada. A comunicação oral é um meio conveniente, eficaz, rápido e recíproco de transmitir informações aos trabalhadores. A conversa face a face transmite as emoções e nuances que acompanham as entonações verbais de uma conversa telefônica. As videoconferências e as reuniões virtuais funcionam bem como apoio para a realização de tarefas.

Do outro lado temos a comunicação não verbal. Ela caracterizada pelos gestos e expressões corporais e pelo gestual do transmissor durante a emissão de uma mensagem. A comunicação não verbal efetua-se através do contato físico, da entoação da voz e do gesto, sendo assim mais exata do que a comunicação oral. Ela se encontra presente em todas as comunicações efetuadas através de discurso e em algumas comunicações audiovisuais, acrescentando uma maior dimensão à comunicação.

Os meios de comunicação escrita são os principais instrumentos de comunicação interna, na grande parte das organizações. Isso se deve ao impacto que provocam e ao seu carácter de permanência e de valor.

O objetivo da comunicação interna é manter o público interno das empresas engajado e comprometido com os objetivos empresariais. As falhas de comunicação comprometem a qualidade de vida no ambiente de trabalho e são responsáveis pelo impacto e efeito da comunicação no ambiente interativo de trabalho.

 

Solucionando a crise (assessoria de imprensa)

Diante do momento de crise, existem algumas ações a serem tomadas. Primeiramente há a necessidade que haja uma nota a imprensa, ou, por conseguinte, a existência de uma coletiva de imprensa, abrangendo diversos meios de comunicação, a fim de realmente especificar realmente o ocorrido para todos os veículos, sem distinção.

A nota para a imprensa deverá conter o posicionamento da empresa sobre o assunto, incluindo as informações essenciais e principais como as causas e conseqüências do que ocorreu. Se o caso ainda não estiver solucionado por completo, será necessário outros posicionamentos ou releases, elaborados nos dias subseqüentes (disponibilizados com hora marcada no site da empresa por exemplo).

A nota para a imprensa deverá ser feita após a primeira reunião do grupo acionado para o comitê de crise, de preferência o mais rápido possível para evitar comentários e especulações errôneas e difamatórias do publico curioso e linguarudo a respeito da empresa. Este comitê deverá conter pessoas de diversos setores, tais como, diretoria, jurídico, operacional, comunicação etc. O porta-voz escolhido anteriormente a crise, será devidamente orientado do procedimento de divulgação das informações a ser seguido.

O porta-voz pode ser o diretor ou um membro do comitê de crise. Ele é uma das peças chave diante da crise. É importante que o porta-voz estabeleça objetivos de providências em curto prazo e que esteja preparado seriamente para atender a imprensa de forma satisfatória. O porta-voz, devidamente preparado e capacitado por treinamento do assessor de imprensa, deverá responder as questões dos jornalistas da coletiva em relação ao contexto da crise; direcionado ao esclarecimento do fato, de modo a minimizar ou evitar prejuízos à imagem da empresa.

Ele deve dizer sempre a verdade sobre o ocorrido, especificar o que aconteceu, a dimensão do público afetado, a estimativa de extensão do problema e se a empresa teve culpa ou não, além de outros aspectos inerentes ao problema. Sobretudo de forma coerente, de maneira que a informação emitida seja a mesma por parte de toda a comissão da crise (inclusive pelo publico interno trabalhador da empresa, de forma padrão), clara e objetiva.

Um dos papéis principais do porta-voz é o de tornar visível o consistente comprometimento da empresa com a opinião pública e com a sociedade. É importante que o porta-voz cite qual será o método e forma na qual ocorrerá o ressarcimento do prejuízo para o cliente prejudicado. No caso da Telefônica pode ser indicado que haja um desconto especifico na próxima conta do cliente a pagar; a fim de estabelecer sempre o bom relacionamento cliente/empresa.

O comitê de crise e a assessoria deverão acompanhar constantemente a evolução da crise na Opinião Pública. Não esquecendo, é claro, da retirada das propagandas em exercício durante um período de tempo determinado pelo comitê.

No pós-crise é indicado que seja elaborado uma pesquisa de imagem em prol de avaliar possíveis prejuízos sofridos a empresa, para que conseqüentemente seja iniciado um trabalho amplo de recuperação da imagem, de forma a revitalizar com sucesso a credibilidade da empresa.

 

Jéssica Cegarra

O REINO E O PODER – Uma história do New York Times

Gay Talese, considerado atualmente como um dos expoentes do novo jornalismo, escreveu O reino e o Poder que atualmente é um dos clássicos da historia do jornalismo.

O livro fala das intrigas internas, dos princípios editoriais do jornal, alem de abordar com técnicas descritivas as qualidades incomuns dos personagens da redação, citar casos importantes relacionados as Primeira e Segunda Guerras Mundiais, à recessão de 1929, e reconstituir reportagens de impacto deste mega empreendimento familiar, na qual o autor trabalhou por 12 anos, chamado The New York Times.

O autor conta com detalhes a importância e a historia das famílias Ochs e Sulzberger, (que formaram a dinastia do jornalismo norte-americano) e também menciona muitas pessoas que trabalharam no Times, desde Adolph Ochs, até o ultimo editor retratado, Daniel Clifton, que trabalharam e construíram com amor o jornal mais influente do mundo, famoso por exercer o “quarto poder” e que sobrevive desde a década de 1850.

Para Talese, o patriarca do Times, Adolf Ochs (falecido em 1935) sempre acreditou que “um jornal mantém sua grandeza quando os princípios do lucro são em geral ignorados”, para Ochs, “se você tem informações de qualidade, os lucros virão”. Segundo o autor, até os dias de hoje, o espírito e o caráter de Adolf Ochs estão vivos e representados por seus descendentes, que o sucederam, e carregam o compromisso de “dar a notícia com imparcialidade, sem medo ou favor, independentemente de qualquer partido, seita ou interesse envolvido”.

Talese conta que os jornalistas são aliados importantes da ambição, como voyeurs que vêem os defeitos do mundo, atraem tumultos e invasões. Em sua maioria são homens realistas que não se deixam enganar pelo jogo. Pensam apenas no instante.

O Reino e o Poder é uma obra de 510 páginas, lançada em 1969 nos Estados Unidos e publicado no Brasil pela primeira vez em 1971. A linguagem é sóbria e a leitura pode ser esporadicamente monótona e cansativa devido à intensa gama de detalhes e descrições. Sobretudo caracteriza uma leitura ainda muito atual nos dias de hoje e faz transparecer com clareza mensagens essenciais importantes e lições valiosas para os interessados em abranger os conhecimentos no estudo jornalístico.

Jéssica Cegarra

TALESE, Gay. O reino e o poder: uma história do New York Times. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

Intrigas de Estado

O filme Intrigas de Estado (State of Play, 2009), lançado inicialmente nos EUA e Reino Unido é uma mistura de suspense com drama. O diretor Kevin Macdonald escolheu muito bem o elenco para compor as belas cenas dos 127 min. de duração do filme. O elenco principal conta com Rachel McAdams, Ben Affleck, Russell Crowe, Jason Bateman, Robin Wright Penn, Helen Mirren, Viola Davis, Jeff Daniels, entre outros.

Vale lembrar que o longa constitui uma nova leitura Hollywoodiana de uma série dramática, que teve em seu elenco original Bill Nighy, James McCavoy e John Simm, produzida por Paul Abbott pela TV britânica BBC no ano de 2003. A versão do filme não foge muito da série (que possui 06 episódios de quase uma hora de duração cada um) levando em conta que todos os episódios foram resumidos em 127 minutos. O diretor Kevin Macdonald ao lado do roteirista Tony Gilroy condensa a trama de forma precisa e fiz com que tudo aconteça em um ritmo implacável.

Tudo começa com a noticia da morte de uma assistente do parlamentar Stephen Collins (Ben Affleck), a linda Sonia Baker. O jornal “The Washington Globe” coloca o jornalista Cal McAffrey (Russell Crowe) juntamente com Della Frye (Rachel McAdams) (que trabalha na parte online do jornal) para investigar o crime. Cal irá investigar a historia a fundo.

Após a notícia da morte de Sonia Baker, todos cogitam a hipótese de suicídio, posteriormente, descobrem que fora um assassinato. Falava se em um caso amoroso, tudo sempre um toque de sensacionalismo para apimentar, mas na realidade não havia nada muito investigado na mídia. Não se sabia se a imprensa estava interessada em criar polemica ou investigar o caso.

No entanto, há a existência de um empecilho, um conflito de valores. Sim, Cal é amigo de Stephen, isto se torna um problema ético. Dessa maneira há o envolvimento do jornalista com a fonte e o que poderia vir a favorecer o congressista, o faz pensar em passar o caso para outro colega investigar. Assim Stephen não sabe quando esta falando com seu amigo ou com um repórter investigativo.

Em meio à trama (de ambientação estadunidense) surge também um conflito muito atual: a mídia impressa versus a mídia online, ou seja, o que pode vir a ser um dia a falência dos jornais. Cal é um típico profissional da mídia impressa: investigador, de faro apurado, bons contatos, sempre na mesma mesa, com o mesmo computador há 16 anos, onde passa dias procurando provas e fazendo pesquisas detalhadas, para colocar algo de concreto no veiculo de comunicação em que trabalha. Cal diz que são os jornais que fazem as matérias investigativas mais apuradas e contundentes.

Nesse contexto, entra a blogueira Della (uma jovem aprendiz de repórter, inexperiente), ela representa a modernidade, a contemporaneidade e o entusiasmo quando faz reportagens para postar no site do Washington Globe (jornal no qual Cal é veterano). Cal é a representação do antigo bom e velho jornal, já Della faz transparecer o novo e o moderno, a era do webjornalismo digital. Ela então passa a aprender jornalismo à moda antiga com Cal, deixando de ser apenas uma blogueira para ser uma jornalista de verdade.

O filme aborda também outro fator que o jornalismo atual vive: os conglomerados de mídia. A chefe do Washington Globe (pertencente a uma grande corporação em prol de mai lucros que conteúdos), Cameron Lynne (Helen Mirren), está sempre recebendo reclamações dos donos, que querem mais resultados nas vendas. Ela faz uma ponte entre a redação e o topo da hierarquia da empresa, tentando conciliar interesses. A corporação em questão não vê a importância do trabalho dos jornalistas, que é um trabalho muito detalhista, caro e algo que a versão online não minúcia corretamente, apenas condensa.

Intrigas de Estado não foge muito da realidade. Fala de problemas atuais, traição adultério, da contratação de empresas privadas para lutar no Iraque, falência da mídia impressa, a nova versão do jornalismo, conflito de interesses, ética, etc. O elenco, a direção, tudo entra em sintonia e faz a trama não fugir da série e nem se tornar algo chato. Russel Crowe representa divinamente o papel de um jornalista que se dedica de corpo e alma as investigações, em prol da sempre da verdade, a base fundamental do jornalismo.

Jéssica Cegarra

O destino do jornal – Lourival Sant’Anna

Após a popularização da internet nos anos 90, cogitou-se a possibilidade de uma futura extinção dos jornais e de suas publicações. Foi então que Lourival Sant’Anna, jornalista e repórter especial do jornal O Estado de S.Paulo, teve a iniciativa de retratar em seu mestrado, as crises sem precedentes e a atual situação dos jornais brasileiros, diante da massificação da internet e do bombardeio de informações fragmentadas, vindas de diferentes meios, e de todos os lados.

Dessa maneira surgiu o livro O destino do jornal, resultado da dissertação de mestrado do autor pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). O livro teve como tripé do estudo, o novo paradigma dos jornais em relação aos desafios das mudanças nos hábitos de leituras, concorrência e inovações tecnológicas. Investiga e analisa os três grandes jornais brasileiros de grande circulação, a Folha de S. Paulo, Globo e o Estado de S. Paulo, apresentando ainda as opiniões dos editores em relação ao futuro do jornal impresso.

O intuito de Lourival Sant’Anna é o de explicar a realidade e se manter focado nas questões chave do Jornal impresso diário, sobretudo na verdade e credibilidade da informação e identificar o que há de estrutural e para além do crítico.

O livro aborda também a perda de audiência e do interesse a cerca de um jornal. Isso não ocorre pela falta de informação ou de apetite do leitor. Afirma que o leitor de hoje busca informações em vários veículos para construir o que pensa da informação e não mais se fixa em um único meio de comunicação.

O autor revela que o jornal muitas vezes chega a ter um sinônimo maior de obrigação do que de prazer. E acaba por fazer com que o público selecione ou busque refúgio em outros meios de comunicação, que mais lhe convenham e que exijam menos e ofereçam mais. Por ser pesado e sisudo o leitor deseja que o jornal seja mais agradável e amigável e, sobretudo, ter prazer ao lê-lo sem ser obrigado a digeri-lo.

A diminuição da leitura dos jornais impressos pela população brasileira é resultado de um fenômeno mundial. A queda da leitura também atinge os países mais avançados e mais ricos. As pessoas estão dedicando menos tempo para a leitura e se direcionam mais para jornais locais e revistas especializadas. No entanto, os jornais de qualidade continuam mais rentáveis que os jornais populares e locais, que com o tempo passaram favoravelmente a contar com o aumento de credibilidade de forma acelerada e bem depressa.

Cita a importância do jornal na riqueza de detalhes em comparação a distribuição de informações fragmentadas. Frisa também o esquecimento do jornal, em relação ao bombardeio de noticias distribuídas por todos os meios, no dia anterior, ou à medida que os fatos ocorrem.

Com rigor jornalístico e metodologia acadêmica, o autor aborda também outros assuntos como o índice de qualidade editorial, conceitos e tendências, motivação dos leitores e anunciantes. Sobretudo indica os melhores rumos e as futuras tendências para o contínuo exercício da profissão. Escrito com linguagem clara e precisa, é indicado para estudantes de comunicação, profissionais do ramo e também ao vasto público de curiosos e interessados no destino do jornal.

Referências:

SANT’ANNA, Lourival. O Destino do Jornal. Rio de Janeiro: Editora Record LTDA,

2008.

Web 3.0

Para os blogueiros de plantão, o novo termo surgiu na tentativa de definir algo que ainda nem existe. No entanto, a web 3.0 teve como proposta de existência, ser a terceira geração da internet. Cogita-se que seja implantada entre um período de cinco a dez anos.

Essa nova geração foi batizada pelo jornalista John Markoff, que empregou o termo pela primeira vez em um de seus artigos publicados pelo jornal New York Times.

A web 3.0 possui foco maior na estrutura dos sites e pretende ser de maneira inteligente, a melhor organização do uso de todo conhecimento resoluto na internet. Além de idealizar a convergência de várias tecnologias de maneira inteligente e matura, seria como um mar de dados. Dessa maneira a World Wide Web (rede mundial) passaria entao a ser World Wide Database (base de dados mundial).

Atualmente estão em cursos inúmeros projetos académicos sobre o assunto. No Brasil, na PUC-Rio esta trabalhando pioneiramente para o bem da Web 3.0, sistematicamente com ênfase na língua portuguesa.