O diploma não significa ser. Implica, simplesmente, na possibilidade de vir a ser.

Existe um equívoco em relação aos reais objetivos da universidade. A primeira função é a difusão do conhecimento. Este compromisso torna sem qualquer sentido postulações visando reduzir o número de tais ou quais escolas, face uma pretensa pletora de profissionais, em uma dada atividade profissional. É evidente a necessidade de se estabelecer critérios em algumas áreas, onde a diluição excessiva, obrigatoriamente acarretará um prejuízo significativo da eficiência de profissionais cujas atividades requerem um adestramento permanente. É o caso do cirurgião, por exemplo. Uma concentração muito grande de cirurgiões não possibilitará o aprimoramento e o acúmulo de experiência. Em outras palavras, podemos, ao longo do tempo, termos muitos profissionais habilitados e pouco treinados. Esta quantificação não deve ser feita pelo Estado e, sim pelas corporações, segundo critérios meritocraticos.

O segundo objetivo da universidade é a criação de novos conhecimentos. Não existe área do conhecimento humano definitivamente encerrada, podendo se dar ao luxo de dispensar pesquisas, visando um melhor desempenho. Finalmente o terceiro papel da universidade é a profissionalização. Neste ponto é preciso lembrar que, ao colar grau, o cidadão está formado em jornalismo, ou em medicina, ou em engenharia. O diploma não significa ser. Implica, simplesmente, na possibilidade de vir a ser. A exigência de um diploma, portanto, cai no vazio do seu real significado. Escrever em periódicos ou editar jornais falados ou televisados é uma vertente da arte literária. O exercício de uma arte não pode ser subordinado a exigências protocolares. Do mesmo modo como a cultura é a expressão de uma necessidade, a arte é a tradução de um desejo. Submeter a realização dos desejos ao crivo de uma diretriz autoritária tangencia o absolutismo, na sua feição mais hostil, o fascismo, cuja maior característica é ultrapassar as fronteiras do público, projetando-se na vida privada, seja pelo uso de distintivos ou emblemas com nítido objetivo discriminatório, seja por subordinar a criação humana aos ditames de um partido ou de um Estado.

Não existe nenhuma atividade profissional que não padeça da concorrência gerada na informalidade. Reformamos ou até mesmo construímos casas e anexos por um contato direto do nosso desejo com o artesão adequado, nos tratamos com balconistas de farmácias, com benzedeiras, com padres e pastores miraculosos, com pais de santo, com simpatias ou chás da vizinha. Alteramos letras de músicas ao nosso bel sabor, ensinamos o certo e o errado, até mesmo para os nossos filhos. Seria ridículo se exigir um diploma de belas artes para um Daniel Firmino ou para um Juscelino. Sobre este assunto, o cronista Ruben Braga escreveu uma crônica elucidativa. As azas do besouro contrariam todas as leis da aerodinâmica, mas, como o besouro não tem diploma de físico, ele continua voando.

A comunicação começou com a afixação dos éditos nas praças em frente ao senado romano. O jornal começou na praça e ninguém melhor que Castro Alves para condenar o diploma – A Praça é do Povo, como o Espaço é do Condor!

Subjetividade momentânea

sol e lua

O signo loucura caracteriza a falta da razão. Muitas vezes pode ser confundido com a sabedoria, que graças a louco-sábios, junto a pensamentos julgados inoportunos ou até mesmo modernos para uma concepção atual. As várias facetas em que o signo loucura pode se manifestar são inúmeras e transparecem muitas vezes como uma ambigüidade incompreensiva e sem sentido, que nossos olhos primados pelos índices não nos deixam enxergar. 

A loucura é um estado no qual o individuo vê o mundo a sua maneira realmente como ela é, ou não; variando conforme sua subjetividade momentânea de ser feliz.

Dualidade entre razão e verdade

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Nau dos Loucos

A verdade para os sãos de mente é a mera casualidade e representa o igual. A loucura então chama a atenção refletindo os valores novos, é ousada, é a exceção.

 Em forma de uma realidade inconsciente, os tais loucos em questão, se reconhecem e se identificam com o signo que traduzem. Sobretudo, realizam à sua maneira a condição humana, como a ovelha negra que quer se libertar das amarras da sociedade que não possui os ouvidos certos para compreendê-los, e gostaria de mandá-los para longe assim como a Nau dos Loucos (pintura de Hieronymus Bosch).

Semiótica da loucura

falta de razão

A semiótica da loucura nos mostra como um signo tão complexo e que de certo modo taxado de forma ruim pode se mostra ao mesmo tempo uma coisa boa, assim como uma fonte de sabedoria e que impulsiona e move o mundo.

De mãos dadas com os valores novos, a loucura em signo transparece a realidade da exceção, e quando possuí o olhar da primeiridade enxerga longe os supostos ideais a serem seguidos em prol do triunfo e da superação.

A loucura então de fato se liberta da tradição, caracteriza o grão de sabedoria e de ousadia. Na Grécia exprimiam vigorosamente que através da loucura chegaram os maiores bens, disse Platão. Em suma, a semiótica da loucura que abordamos, não abrange o distúrbio mental ou psíquico, mas sim uma maneira bela de se viver a vida.

Um destino

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Eu não sei realmente dizer o que é o melhor do jornalismo e a quem unicamente quer ele referir o seu enigma.

Ninguém nunca teve de desenvolver tantas novidades e diversificações, criadas verdadeiramente pela circunstancia e também pelo capitalismo como atualmente em prol sempre das renovações. A propaganda que o diga! Ela esteve presente também dentre minhas duvidas sobre qual rumo seguir. Mas definitivamente os enigmas do jornalismo me seduziram.

Creio que para poder desenvolver muito bem essa profissão seja necessário estar bem e seguro de si mesmo com as pernas bem firmes no chão, pois do contrario não se pode absolutamente amar. E o amor, nos meios de comunicação é a guerra diária, aquela em que todos saem mais ricos, sobretudo ricos de si mesmo, sempre renovado e compenetrado quase pelo sopro de um zéfiro mais tenro. Também é importante salientar que é importante estar cheio de intenções, repleto de novas vontades e de novas energias, e acima de tudo fazer acontecer o transbordar de reações originais…

Não basta “suportar” o que é necessário, diante da necessidade; deve-se amá-lo. O trabalho, a profissão e o conhecimento da realidade é para o homem também fonte de uma necessidade vital.

Sobretudo para nós jornalistas, aquilo que não se intuiu porque não se viveu NÃO é para nós incompreensível! Sejamos sempre imparciais como a chuva que molha a todos!

Aliança

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A aliança mantém vivo o compromisso de amor e de companheirismo. Não há nada melhor do que uma linda aliança para representar esses laços e sentimentos que andam tão esquecidos pelos homens atuais!

A forma do círculo significa a perfeição e eternidade e também indica que o Amor do casal é eterno e sem fim.

Os romanos acreditavam que no quarto dedo da mão passava uma veia que estava diretamente ligada ao coração. E a partir do século IX a igreja cristã adotou a aliança como um símbolo de união e fidelidade entre casais cristãos.

Para alguns pode funcionar também como um certificado de propriedade e de segurança, indicando que a mulher não esta mais disponível para outros pretendentes.

Exupéry em “O pequeno príncipe”:

“- Vamos ser amigos? Pergunta o príncipe à raposa.
- Eu não posso, não me cativaste ainda!
- Que é cativar?
- É uma coisa muito esquecida pelos homens… Significa criar laços… Tu não és para mim senão um garoto igual a cem mil outros. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens de mim. Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Seremos um para o outro únicos no mundo…
- Não tenho muito tempo…
- A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!!
E então ele a cativou…
E voltou à raposa : – Eu preciso ir… Adeus!
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo: Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. Foi o tempo que perdeste comigo que me fez tão importante para ti. Os homens esqueceram essa verdade… Tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas.”

 

UMA HISTÓRIA SOCIAL DA MÍDIA: de Gutemberg a Internet

Enciclopédica obra de fôlego, aponta adoráveis preciosidades sobre o panorama cronológico do desenvolvimento das comunicações.  De maneira clara, faz transparecer um estudo minucioso e aprofundado das relações entre os meios de comunicação e a vida cultural e social da humanidade. Conta em detalhes as inovações e seus contextos, com direito a várias peculiaridades e anedotas.

O livro aborda a comunicação desde o mundo ocidental do século xv até nossos dias mais atuais, delineando o percurso desde o vapor até a eletricidade, de Gutenberg aos blogs da internet. Traça a história das diferentes mídias e das novas linguagens que elas criaram para a civilização ocidental. Com ênfase ao impacto de várias invenções – telégrafo, rádio, cinema, televisão, enfatiza os contextos sociais em que se deram desde a invenção da prensa gráfica a internet.  

Briggs e Burke são cuidadosos ao se referirem à influência dos meios de comunicação de massa sobre os indivíduos. O verbo “informar”, derivado do latim, não somente significa relatar os fatos, mas sim, “formar a mente”. O advento da televisão com certeza deu nova vitalidade ao modo de apresentar as notícias. A instrução de massa agora então era julgada essencial. Além de fornecer informação, a mídia estava envolvida em um processo de persuasão. A mobilização consciente da mídia com o objetivo de mudar atitudes também pôde ser descrita como propaganda.

Um dos pontos altos do livro é a questão da constituição de uma esfera pública nos termos de J. Habermas, os autores trabalharam a favor e contra a idéia do pensador alemão, condensando épocas e complexidades.

A obra também examina em detalhe a história dos diversos dispositivos de comunicação que prepararam o caminho para os atuais computadores. O aprendizado da computação se tornou imprescindíveis nas ultimas décadas do século XX. Sobretudo com a chegada da internet, aumentaram as possibilidades de aprendizado.

Com conteúdo denso mas rico em fatos e curiosidades, Uma história social da mídia é de leitura obrigatória, imprescindível para estudos culturais e pessoas da mídia de todos os níveis, principalmente para jornalistas e para o público em geral, abrange uma ampla variedade de leitores.

“Uma história social da mídia, Asa Briggs e Peter Burke, Jorge Zahar Editor, 380 páginas, R$ 49

Repórteres – Audálio Dantas

Repórteres são pessoas que perguntam. Repórteres não podem ser como macaquinhos chineses, eles têm de ver, ouvir e contar, e de preferência contar bem, em um texto de qualidade. Em uma breve reunião de histórias de repórteres o livro Repórteres de Audálio Dantas mostra o que significa ser repórter. E deixa claro que uma das exigências do oficio de repórter é a coragem para ver e outra é a coragem de contar o que se vê.

Organizado por Dantas Repórteres traz uma reunião de textos, e retrata grandes aventuras de repórteres e suas reportagens, são eles: Audálio Dantas, Caco Barcellos, Carlos Wagner, Domingos Meirelles, Joel Silveira, José Hamilton Ribeiro, Lúcio Flávio Pinto, Luiz Fernando Mercadante, Marcos Faerman, Mauro Santayana e Ricardo Kotscho. Cada um representa um estilo de ser repórter e de fazer reportagem, mostra a paixão desenfreada pela reportagem com impactantes experiências de seus narradores.

Mauro Santayna define as histórias do livro como “episódios circunstanciais, que falam mais a própria emoção – momentos que guardamos na alma”.

Repórteres foi escrito sobre a perspectiva da reportagem tocada pela literatura sem deixar de lado o fato, a informação jornalística, é claro. É literatura da melhor e reportagem da melhor, afirma Dantas. O leitor poderá acompanhar os passos e viver as aventuras de alguns dos melhores repórteres brasileiros, excelentes perguntadores e contadores de histórias.  

Voltado para pessoas que acreditam na busca pela verdade dos fatos, tanto curiosos, estudantes de Jornalismo ou Comunicação, o livro remete uma reflexão sobre o papel da imprensa – desde seus primórdios aos dias atuais. 

A bolsa de Dilma

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Certo dia, ou, se é que podemos assim dizer, mais um dia de trabalho árduo, a ministra Dilma Rousseff saiu para seus compromissos rotineiros como sempre muito elegante. Até ai nada de que não possamos acreditar, ou até mesmo, duvidar. Se não fosse pelo utensílio que levava logo acima de seu delicado pulso, tudo continuaria como antes, apenas mais uma mulher imponentemente chique no plenário.

Enfim, como tudo que é demais causa aparecimento demasiado, nossa ministra foi flagrada por paparazzis espiões com uma linda bolsa “Kelly”, nome em homenagem a icônica Grace Kelly, da marca francesa Hermés. Nada seria tão assustador a ponto de tal discussão se o valor desse pequeno mimo não somasse o equivalente ao salário da ministra, algo como, em cifrões R$10 mil reais.  

Logo então, depois das especulações tanto de veículos do mundo da moda como os do mundo de gente bem mais grande e séria, quer dizer, nem tanto vai, da política, a assessoria de Rousseff insistiu em afirmar primeiro que, a bolsa da ministra era um modelo falsificado. O que cá entre nós, não soou nada melhor do que gastar seu salário inteiro com a linda bolsa. E como os mais entendidos do assunto não caíram nem um pouco nesse papo furado, mais uma vez, a assessoria relutante, surgiu então com a nova desculpa de que a bolsa é de uma outra marca, a italiana Francesco Rogani, e que o nome da réplica legalizada seria Kekky em homenagem a sua inspiração primária.

Enquanto isso, nós brasileiros estamos a espera da verdade onipresente e do caso assombroso de que a ministra é apenas mais uma mulher, e uma mulher com gostos refinados e desejos caros.

É Dilma, se cuida com essa BOLSA FAMÍLIA!

By Giovanna Assef e Jéssica Cegarra